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Mercado: Milho fechou em alta com recompras técnicas

FECHAMENTOS DO DIA 22/05

A cotação de julho24, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 461,25. A cotação para setembro24, fechou em alta de 0,37 % ou $ 1,75 cents/bushel a $ 470,25.

ANÁLISE DA ALTA

O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. A leve melhora nas cotações veio de compras técnicas, com Traders olhando os dados de uma consultoria particular para a safrinha no Brasil, o clima não muito favorável para o plantio do milho na União Europa e zona do Mar Negro e dados de produção de etanol dentro do esperado pelo mercado. Neste sentido, a EIA informou que a produção média de etanol foi de 1,019 milhão de barris por dia, o que representa alta de 1,9% ante a semana anterior. Já os estoques do biocombustível caíram 1,2%, para 24,2 milhões de barris.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: Com avanço da Bolsa de Chicago e dólar, B3 fecha o dia em tom positivo

Os principais vencimentos de milho fecharam o dia em variações positivas nesta quarta-feira (22). As negociações tomaram o tom positivo da Bolsa de Chicago, em que patamares acima de US$ 4,50 foram estabelecidos para o valor do bushel. O atraso divulgado no dia de ontem, bem como previsões de chuva, deixaram incertezas sobre o bom avanço na próxima semana. No Brasil, o dólar alcançou uma máxima de R$ 5,164, para fechar a R$ 5,156 na venda, em uma variação de + 0,78%.

OS FECHAMENTOS DO DIA 22/05

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em variações positivas: o vencimento de julho/24 foi de R$ 59,57 apresentando estabilidade de R$ 0,00 no dia, baixa de R$ 0,45 na semana; setembro/24 fechou a R$ 63,13, alta de R$ 0,23 no dia, baixa de R$ 0,07 na semana; o vencimento novembro/24 fechou a R$ 66,18, alta de R$ 0,07 no dia e alta de R$ 0,10 na semana.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
BRASIL- PRODUÇÃO DE 96,7 MT NA 2ª SAFRA EM 23/24 (-10,5% ANTE 22/23), 123,4 MT NO TOTAL

A Agroconsult divulgou hoje sua projeção para a segunda safra de milho de 2023/24, de 96,7 milhões de toneladas. Segundo nota divulgada pela consultoria pré Rally da Safra, a redução de área e as condições climáticas irregulares em Mato Grosso do Sul e Paraná levaram a uma expectativa de queda de 10,5% ante a temporada 2022/23 e produtividade de 98,8 sacas por hectare (7% menor que na safra 2022/2023).

QUEDA DE PRODUTIVIDADE

As estimativas apontam para queda de produtividade em todos os Estados, com destaques negativos para o Mato Grosso do Sul, com 68 sacas por hectare (97,5 sacas/ha na safra passada), Paraná com 90 sacas/hectare (98 sacas/ha na safra anterior), e São Paulo, com 77 sacas/ha (89 sacas/ha na última temporada). Os destaques positivos são para Mato Grosso com projeção de 118 sacas/ha (120,1 sacas/ha em 2022/2023) e Goiás, com 112 sacas/hectare (119 sacas/ha na safra passada).

MENOR ÁREA PLANTADA

Em relação à área plantada, a Agroconsult tem uma expectativa de 16,3 milhões de hectares (redução de 3,8% ou 662 mil hectares a menos ante 2022/23). “O cenário econômico continua desafiador, porém o calendário de plantio acabou sendo benéfico e impulsionou o plantio”, disse Debastiani. No início do ano, a expectativa era de uma redução de 1 milhão de hectares em comparação com 2022/23.

MT E GOIÁS COM MELHOR PRODUTIVIDADE

Apesar da queda no tamanho da safra, a consultoria acredita que a temporada será de boa produtividade em Mato Grosso e Goiás, compensando parte da quebra em Mato Grosso do Sul e Paraná. “A expectativa inicial de um calendário ruim para implantação da segunda safra não se concretizou”, explicou a consultoria em nota. “O encurtamento do ciclo da soja abriu uma janela muito favorável para o plantio do milho nas principais regiões produtoras.”

De acordo com o comunicado, grande parte das áreas produtoras em Mato Grosso foi semeada em uma janela ideal, com chuvas bem distribuídas durante o desenvolvimento. O Estado registrou o segundo plantio mais rápido de sua história – o primeiro ocorreu na safra 2022/23. Goiás também semeou as lavouras de milho dentro de uma janela ideal e recebeu bons volumes de chuva em abril. Segundo levantamento da Agroconsult, 80% e 65% das lavouras desses Estados, respectivamente, têm alto potencial produtivo.

PARANÁ E MATO GROSSO DO SUL

Já o Paraná e Mato Grosso do Sul, apesar de terem plantado as lavouras em calendário muito mais favorável do que na safra anterior, devem registrar perdas decorrentes do clima seco ao longo dos meses de março e abril. “O cenário de Mato Grosso do Sul, sem dúvida, é o mais preocupante. Toda a região sul do Estado foi afetada pela estiagem que já causou danos irreversíveis”, explicou Debastiani. Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Tocantins, no entanto, semearam as lavouras de segunda safra em uma janela de maior risco climático, em virtude do atraso da safra da soja. Com exceção de Minas Gerais, os demais Estados foram favorecidos pelas chuvas tardias de abril.

PRODUÇÃO TOTAL

A produção total de milho (primeira e segunda safra) é estimada pela Agroconsult em 123,4 milhões de toneladas, em área de 21,1 milhões de hectares.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Equipe Mais Soja
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