FECHAMENTOS DO DIA 02/05: A cotação de maio fechou em baixa de -0,23% ou $ -1,50/bushel a $ 638,00. A cotação para julho 2023, início da nossa safra de inverno, fechou em baixa de -0,77 % ou $ -4,50 bushel a $ 580,00.
CAUSAS DA BAIXA: O milho fechou em queda com os dados positivos sobre o avanço do plantio. O USDA divulgou após o fechamento da sessão de segunda que; 26% da área pretendida já foi plantada e está em linha com a média dos últimos 5 anos e acima dos 13% do ano passado. A grande safra brasileira de milho e os dados de uma maior exportação por parte da Ucrânia até abril também pesaram sobre as cotações.
As perdas foram limitadas com o anúncio do governo americano que liberará o uso do E15, uma mistura de 15% de etanol (que é feito de milho nos EUA) na gasolina durante o verão na America do Norte.
NOTÍCIAS IMPORTANTES DO DIA *UCRÂNIA EXPORTOU 24,4 MT DE MILHO: O Ministério da Agricultura ucraniano informou que 24,4 MMT de milho foram enviados no ano comercial até abril. É um aumento de 15% em relação ao ritmo do ano passado, com o benefício da abertura do Corredor de Grãos quando não existia há um ano.
BRASIL-SAFRA DE MILHO AUMENTA PARA 131,59 MT: A StoneX estimou a produção de milho da safra antiga do Brasil em 131,59 MMT, 250 mil acima de sua previsão anterior. Eles impulsionaram a projeção da 2ª safra para 100,8 MMT. O USDA ainda está em 125 MMT (abril WASDE). As exportações oficiais brasileiras de milho em abril foram de 471k MT. Isso caiu de 690k durante abril de 22.
BRASIL-PREVISÃO DE COLHEITA NA SEGUNDA SAFRA 22/23 SOBE PARA 100,78 MILHÕES DE T: A consultoria StoneX elevou sua estimativa para a segunda safra de milho do Brasil de 100,54 milhões para 100,78 milhões de toneladas. “Expectativas mais favoráveis para a produtividade de Goiás e Mato Grosso compensaram a redução do rendimento médio no Maranhão e da área no Mato Grosso do Sul”, disse o analista de inteligência de mercado do grupo, João Pedro Lopes, em nota.
BRASIL EXPORTA 470,8 MIL TONELADAS EM ABRIL, QUEDA DE 31,8% ANTE ABRIL DE 2022: O Brasil exportou em abril 470.805 toneladas de milho, volume 31,8% menor do que as 690.295 toneladas contabilizadas em abril do ano passado. Na comparação com março, quando o País enviou ao exterior 1,335 milhão de toneladas, a queda foi de 64,7%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta tarde e consideram 18 dias úteis. A receita obtida com os embarques de milho em abril foi de US$ 146,961 milhões, recuo de 36,6% ante os US$ 231,815 milhões apurados em igual mês de 2022 e de 63,6% ante a receita de US$ 403,213 milhões registrada em março. O preço médio pago por tonelada de milho em abril foi de US$ 312,10, 7% menor do que os US$ 335,80/tonelada de um ano atrás e 3,4% abaixo dos US$ 302,00 de março.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
Milho fecha novamente em forte queda, porque os fundamentos ainda são baixistas.
CAUSAS DA OSCILAÇÃO: Passada a correção técnica da última sexta-feira, os mercados voltaram a fechar em baixa, porque os fundamentos do milho no Brasil ainda são baixistas: muita disponibilidade, proximidade de uma safrinha recorde e pouca demanda externa adequada. Isto faz os consumidores locais permanecerem baixistas nos seus preços, no mercado físico, com reflexos sobre o mercado futuro. Nenhum fator de alta à vista no horizonte, porque, com o aumento da oferta, a situação de pressão sobre os preços continua.
OS FECHAMENTOS DO DIA 02/05: Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa: o vencimento maio/23 fechou a R$ 63,46, baixa de R$ -1,83 no dia e baixa de R$ -3,80 na semana; julho/23 fechou a R$ 61,95, baixa de R$ -1,26 no dia e baixa de R$ -3,68 na semana; o vencimento de setembro/23 foi de R$ 63,93, baixa de R$ -0,92 no dia e baixa de R$ -3,33 na semana.
Fonte: T&F Agroeconômica




