Milho: As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. As áreas plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem.
Porém, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante.
A área semeada no Estado chega a 93%, e a maior parte se encontra em enchimento de grãos. 2% da área foi colhida. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita já foi iniciada em São Borja, e alcança 10% dos 22 mil hectares cultivados. Os relatos iniciais são de boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. As constantes precipitações do período favoreceram a incidência de doenças fúngicas e bacterioses. Em Maçambará, uma unidade de monitoramento de cigarrinha identificou aumento considerável de insetos capturados, atingindo 79 indivíduos na contagem da última semana.
Na de Caxias do Sul, as chuvas frequentes intercaladas com períodos de tempo seco auxiliaram o desenvolvimento da cultura. Muitas áreas já estão bem avançadas na formação de espigas. A maioria ainda segue em desenvolvimento vegetativo, especialmente as áreas de plantios mais recentes. Até o momento, as plantas apresentam adequado estado fitossanitário. Há raros sinais de pragas, mas a mais comum é o percevejo.
Na de Frederico Westphalen, a cultura foi beneficiada pelas condições ambientais das últimas semanas, em especial pela adequada disponibilidade hídrica. Registra-se a presença de cigarrinhas ainda em níveis baixos e sem impacto significativo sobre a cultura.
Na de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro
e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Sintomas de enfezamento, transmitido pela cigarrinha-do-milho, aparecem apenas pontualmente, embora se constate elevada presença do inseto nas lavouras.
Na de Pelotas, o plantio atinge 81% da área prevista. Estão 58% dos cultivos na fase de desenvolvimento vegetativo; 26% na fase de início do florescimento ou pendoamento; 6%
em enchimento de grãos; 4% maduras e 6% colhidas. Na de Santa Maria, aproximadamente 70% da área planejada já foi semeada. Estão confirmadas as perdas nas áreas onde a falta de chuvas coincidiu com o estádio crítico de necessidade hídrica da cultura. As áreas implantadas mais tardiamente, menos vulneráveis à baixa umidade, apresentam bom desenvolvimento.
Na de Santa Rosa, 2% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, 3% em floração, 33% na fase de enchimento de grãos, 60% na fase de maturação e 2% colhidas. Confirmam-se as perdas de produtividade devido à estiagem de novembro e dezembro, mas há variação significativa entre as áreas. Nas lavouras de ciclo precoce, iniciou-se a colheita, mas ligeiramente atrasada pelas chuvas do período, que dificultaram o ingresso das máquinas.
Se o tempo ficar firme com baixa umidade relativa nos próximos dias, a atividade deverá se intensificar. Na de Soledade, estão 23% em fase vegetativa, 7% em florescimento, 38% em enchimento de grãos, e 32% em maturação fisiológica. As lavouras de plantio precoce foram afetadas pelo período de estiagem, e as mais tardias apresentam ótimo desenvolvimento.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,56%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 62,18 para R$ 63,15.
Fonte: Emater/RS




