O tempo estável com precipitação reduzida foi positivo para a colheita, que segue se acelerando em várias regiões. Mesmo em áreas com a umidade elevada dos grãos (acima de 20%), a colheita continua para liberar as áreas ao plantio de soja ainda dentro do calendário da semeadura, que se encerra em 28/01.

Na Campanha, as áreas com irrigação foram beneficiadas pelas chuvas regulares, que ocorreram desde o final de dezembro, permitindo a redução de custos com energia e combustível. Para as lavouras de sequeiro implantadas em setembro, as expectativas não são boas devido à combinação de excesso de chuvas durante seu estabelecimento e estresse hídrico nos períodos críticos de pendoamento e enchimento de grãos.

A cotação do grão se manteve estável no período, sendo ofertados contratos de entrega relativamente curtos, com liquidação em março, garantindo a cotação atual do grão. Em várias localidades, a produtividade está satisfatória. No geral, o aspecto fitossanitário da cultura está muito bom. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

O mapa de ocorrência da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) no Rio Grande do Sul, referente ao período de 12 a 18/01/26, evidencia ampla presença do inseto em diferentes regiões do Estado, com destaque para os pontos em vermelho, que indicam locais com alta ocorrência populacional. Esses registros demonstram pressão significativa da praga, o que aumenta o risco de disseminação do complexo de enfezamentos, especialmente em áreas com lavouras em estádios iniciais. Diante desse cenário, alerta-se os produtores que já implantaram ou estão em fase de implantação do milho safrinha para que intensifiquem o monitoramento.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita continua intensa na Fronteira Oeste, beneficiada pela ausência de chuvas significativas e pelas altas temperaturas, que aceleram a perda de umidade nos grãos. Em São Borja, as produtividades nas áreas irrigadas estão muito boas, entre 12.000 e 13.800 kg/ha nos cultivos com maior investimento.

As lavouras de sequeiro implantadas em agosto indicam produtividade entre 4.800 e 8.400 kg/ha, demonstrando satisfatória resposta a maiores níveis de investimento e evidenciando o caráter aleatório da distribuição das chuvas durante a fase reprodutiva. Em São Gabriel, os cultivos implantados na primeira janela de plantio de setembro estão em plena fase de enchimento de grãos, demonstram bom potencial produtivo e espigas com elevado número de grãos por fileira. As lavouras implantadas em novembro e na primeira quinzena de dezembro também foram beneficiadas pelas chuvas das últimas semanas, recuperando o
ritmo de crescimento após o estresse hídrico no início do ciclo e respondendo satisfatoriamente à aplicação da adubação nitrogenada de cobertura.

Na de Caxias do Sul, o plantio está concluído. Muitas áreas estão bem avançadas na formação de espigas, com rápido desenvolvimento após a floração. As plantas se encontram sadias. As chuvas do período favoreceram a incidência de cigarrinhas. Os produtores estão efetuando as adubações de cobertura e realizando tratamentos preventivos de inseticida misturado ao herbicida.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 20% da cultura está em fase de enchimento de grãos, 60% em maturação e 20% colhidos. Na de Ijuí, a cultura está em final de ciclo, e aproximadamente 50% em estágio de maturação de grãos. Os produtores têm realizado a colheita mesmo com alta umidade nos grãos para anteciparem a liberação das áreas para a semeadura de outras culturas. Em Santo Augusto, as primeiras lavouras colhidas de sequeiro apresentam rendimento médio de 8.100 kg/ha, com umidade nos grãos de 28%, muito acima do ideal para trilha e debulha, adiando a colheita para a última semana de janeiro. Em Tenente Portela, a produtividade obtida varia entre 6.600 e 7.500 kg/ha. Em Ibirubá, a colheita não foi possível devido à umidade dos grãos estar acima de 30%.

Na de Pelotas, mais de 46.000 hectares foram semeados, ou seja, 86% da área prevista. Na de Santa Rosa, estão cultivados atualmente 150.911 hectares, área superior à do ano passado, devido principalmente a políticas de incentivo, como Milho 100%. A expectativa atual de produtividade está em torno de 7.996 kg/ha. Encontram-se 3% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 1% em floração, 8% em enchimento de grãos, 39% em maturação e 49% colhidos. As condições climáticas de tempo seco e vento constante auxiliaram na perda de umidade dos grãos e na realização da colheita. Em Cerro Largo, os rendimentos variam entre 6.000 e 7.200 kg/ha. Em Garruchos, os produtores relatam boa produtividade das áreas irrigadas, superando 11.000 kg/ha na maior parte das lavouras. As
áreas de sequeiro tiveram rendimentos de cerca de 50% do estimado nas áreas irrigadas evidenciando o resultado do uso dessa tecnologia para a produção do cereal.

Na de Soledade, há registros de produtividade entre 6.120 e 8.400 kg/ha. Os grãos colhidos são de ótima qualidade, mas possuem alta umidade. As lavouras semeadas no período intermediário e tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) possuem ótimo desempenho vegetativo e reprodutivo em virtude das chuvas regulares dos últimos períodos. A semeadura já atinge 93% da área planejada. Estão 30% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo, 5% em florescimento, 30% em enchimento de grãos e 35% em maturação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,40%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 62,27 para
R$ 61,40.

Fonte: Emater/RS



 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.