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Milho segue na fase predominante de colheita no RS

O milho segue na fase predominante de colheita no RS. O produto tem apresentado boa produtividade e boa qualidade. As chuvas continuam com comportamento irregular em termos de ocorrência e volume de precipitação. As lavouras no Estado estão nas seguintes fases: 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos, 17% maduro e 50% já foram colhidos.

A regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa é a maior região produtora, com 15,4% da área de milho do Estado. Da área plantada, 17% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 2% em maturação e 80% já foram colhidos. A produtividade das lavouras tem alcançado 7.569 quilos por hectare. A restrição de umidade tem reduzido o rendimento.

A microrregião que se ressentiu mais com tais condições do tempo é a que compreende os municípios do entorno de Santo Ângelo, ocorrendo em Entre-Ijuís o registro de maior perda. Por outro lado, Mato Queimado, Cerro Largo e Salvador das Missões não registram perdas de produtividade nas lavouras de milho safra; é o mesmo caso dos municípios da microrregião de Santa Rosa que praticamente não apresentaram perdas.

Nas áreas irrigadas, a produtividade tem atingido 12 mil quilos por hectare. Na semana houve avanço no segundo plantio de milho. Parte das lavouras implantadas apresentam boa germinação e bom desenvolvimento vegetativo, e os produtores aproveitam a umidade do solo para realizar aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Frederico Westphalen, com 11,9% da área destinada à cultura no Rio Grande do Sul, a colheita não teve avanços significativos no período. Em geral, as lavouras da região se encontram 5% em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 5% em enchimento de grãos, 8% em maturação e 80% já colhidas. A qualidade dos grãos colhidos é boa.

Na de Ijuí, que corresponde a 10,3% da área de milho cultivada no Estado, 2% das lavouras estão em enchimento de grãos, 6% em maturação e 92% já foram colhidas. A colheita tem ritmo acelerado e foi beneficiada pelo clima seco, condição para poder colher o produto com baixa umidade, conferindo mais qualidade ao grão; isso foi possível principalmente nas áreas onde houve aporte regular de umidade, seja por irrigação ou por precipitação. A produtividade alcançada até o momento tem chegado a 122 sacos por hectare. Já a qualidade dos grãos tem se mostrado inferior nas lavouras com perdas devido à estiagem.

Na de Passo Fundo, a cultura ocupa 8,2% da área do Estado, aproximadamente 63 mil hectares; 5% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, 50% em maturação e 45% já foram colhidas. A contínua redução no volume e a esparsa ocorrência das precipitações têm gerado lavouras com rendimentos distintos. As que mais têm apresentado perdas são aquelas que estavam nas fases de floração e em enchimento de grãos no período da carência hídrica.

Na de Erechim, com 5,7% da área de milho do Estado, as lavouras estão 5% em fase de floração, 25% em enchimento de grãos e 70% já foram colhidas. A produtividade obtida tem chegado a 131 sacos por hectare.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, estão 9% da área de milho do Estado. Das lavouras da região, 30% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 6% em floração, 14% em enchimento de grãos, 5% em maturação e 45% já foram colhidas. As lavouras de milho semeadas no cedo (agosto e setembro) estão em finalização de colheita, com produto de boa qualidade. Nas semeaduras tardias (dezembro, janeiro e fevereiro) em áreas de restevas das culturas do tabaco, milho safra e feijão, a fase predominante é de desenvolvimento vegetativo; essas lavouras se beneficiaram com as chuvas, apesar do pouco volume.

Os produtores de milho aproveitaram para realizar os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura e o controle em pós-emergência de plantas invasoras. Foi realizado também o controle da lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda) com controle químico por meio de inseticidas e mediante controle biológico com vespinhas – Trichogramma pretiosum – como tecnologia complementar.

Continua a colheita na regional de Santa Maria, que representa 5,5% da área da cultura no Rio Grande do Sul. Em virtude do segundo plantio, as fases das demais lavouras vão do desenvolvimento vegetativo até a maturação, e a cultura tem se ressentido com a ausência das chuvas durante o ciclo. Muitas delas apresentam perdas irreversíveis, apesar das chuvas esparsas que têm ocorrido na região.



Na de Bagé, a cultura ocupa 5,2% da área de milho do Estado. Na Fronteira Oeste e Missões, 97% das lavouras de milho da safra já foram colhidas. O milho segundo plantio foi recém-implantado, com previsão de aproximadamente 500 hectares. Na Campanha, 60% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 40% em floração.

As lavouras implantadas em novembro são as mais bem desenvolvidas com boa população, plantas de porte alto e alto índice de espigas por planta, com entrelinhas sombreadas pela parte aérea das plantas; porém apesar de terem sido boas as condições de umidade por ocasião da polinização, neste momento não há condições adequadas para o enchimento dos grãos.

Além disso, ocorre o rápido secamento das folhas que afeta o rendimento potencial de silagem e de grãos. Após vários dias sem chuvas, as pouco volumosas registradas na última semana estão refletindo significativamente na redução do potencial produtivo das lavouras de milho, tanto para a produção de silagem quanto para grãos. Caso volte a chover, em algumas localidades ainda há condições de recuperação e obtenção de produtividades satisfatórias para o milho na metade sul da região.

A média de colheita até o momento é de 2,4 toneladas por hectare. As limitações climáticas que afetam a cultura também impedem o uso de herbicidas e estão resultando em infestações de ervas daninhas em algumas lavouras; há também incidência da lagarta do cartucho.

Na de Pelotas, a cultura representa 7% da área de milho do Estado, a cultura está predominantemente na fase de florescimento e enchimento de grãos. A colheita já está sendo processada em São Lourenço do Sul, Arroio do Padre e Amaral Ferrador. Para o milho
pós-cultivo de tabaco, deverão acontecer semeaduras até o final de fevereiro, principalmente para a elaboração de silagem e fornecimento da planta inteira ou picada para os animais.

Na de Porto Alegre, com 4,4% da área de milho do Estado, 11% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 12% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 42% já foram colhidos. A falta de chuvas prejudicou a formação das espigas e dos grãos, reduzindo a produtividade. A falta de umidade do solo em algumas localidades tem impedido o plantio da safrinha.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, são cultivados 13,7% da área de milho no Estado. As lavouras encontram-se nos estágios de floração, enchimento de grãos, maturação e colheita. A colheita já está avançando, por exemplo, em Flores da Cunha (70%), Guaporé (47%), Paraí (40%) e Bento Gonçalves e Boa Vista do Sul (20%).

A expectativa de rendimento em decorrência do déficit hídrico no período entre dezembro e início de janeiro reduziu para 6.070 quilos por hectare. Apesar das chuvas ocorridas em fevereiro, na maioria dos municípios da região o volume de precipitação ficou muito aquém do necessário – por exemplo, em Pinhal da Serra, 4,6 milímetros; em Vacaria, 23,4 milímetros. Isso impactará diretamente no rendimento final da cultura.

Mercado (saca de 60 quilos)

Segundo o levantamento semanal realizado pela Emater/RS-Ascar, o preço médio do milho no Estado ficou em R$ 44,00/sc., com aumento de 1,69% em relação ao da semana anterior.

Na regional de Santa Rosa, o preço médio foi de R$ 42,00; em Frederico Westphalen, permaneceu entre R$ 43,00 e R$ 44,00; na de Pelotas, os preços têm variado entre R$ 38,00 e R$ 48,00; em Bagé, variaram entre R$ 38,00 e R$ 47,00 e em Erechim, entre R$ 43,00 a R$ 45,00; em Caxias do Sul, o preço médio foi de R$ 44,50; em Passo Fundo, de R$ 44,00 e em Ijuí, de R$ 43,50; em Soledade, em R$ 43,43; em Santa Maria, o preço médio chegou a R$ 44,46 e em Porto Alegre a R$ 45,00/sc.

Fonte: Emater/RS

Equipe Mais Soja
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