O manejo e controle de plantas daninhas é essencial para reduzir as perdas de produtividade decorrentes da matocompetição. Plantas como o caruru (Amaranthus spp.) podem causar perdas de produtividade superiores a 90% dependendo da cultura infestada, da densidade populacional, da espécie e do estádio em que ocorre a matocompetição (Gazziero & Silva., 2017).

Além da elevada matocompetição, outras características como elevada produção de sementes, rápido crescimento e desenvolvimento, assim como os vários fluxos de emergência do caruru ao longo do desenvolvimento da soja, tornam o controle dessa daninhas extremamente complexo, sendo necessário integrar práticas de manejo para melhor eficiência de controle.

Conforme destacado por Penckowsk et al. (2020), dependendo da espécie de caruru, a produção de sementes por planta pode ser superior a 600.000. Quando dispersas, essas sementes podem facilmente “alimentar” o banco de sementes do solo, possibilitando inúmeros fluxos de emergência quando atingidas condições ideais de temperatura, umidade e luminosidade.

Por ter sementes consideradas fotoblásticas positivas, a boa cobertura do solo com palhada residual pode contribuir para o manejo e controle do caruru, reduzindo significativamente os fluxos de emergência da daninha. Além dessa prática de manejo, o uso de sementes certificadas, limpeza de máquinas e uso de herbicidas pré-emergentes são de suma importância para um controle eficiente das plantas do gênero Amaranthus.


Veja mais: MISSÃO CARURU – Episódio 20 – A palha e o caruru


Mesmo seguindo as recomendações técnicas para a cultura, é comum observar o desenvolvimento de plantas de caruru na pós-emergência da soja, sendo necessário intervir com medidas de controle para reduzir o impacto negativo causado pela matocompetição. Conforme destacado por Leonardo Burtet em mais um episódio do Missão Caruru, uma das principais alternativas para controle do caruru em pós emergência da é a aplicação de herbicidas latifolicidas.

Herbicidas latifolicidas são herbicidas que causam a morte predominantemente de plantas de folhas largas (eudicotiledôneas), tendo ação sobre algumas folhas estreitas (monocotiledôneas) (Carvalho, 2013).

O uso adequado de herbicidas latifolicidas pode proporcional significativo controle de algumas plantas daninhas, causando a redução populacional de certas espécies, beneficiando o desenvolvimento da soja. Contudo, além do adequado posicionamento do herbicida, é fundamental atentar para o estádio de controle da planta daninha, sendo recomendado para o caruru, que se realize o controle em plantas na faixa de 8 cm a 10 cm de altura e/ou até 6 (seis) folhas.

Figura 1. Planta de caruru em estádio recomendado para controle satisfatório com o uso de herbicidas pós-emergentes.

O uso de herbicidas latifolicidas deve ser visto como uma ferramenta complementar no manejo integrado do caruru, auxiliando as demais práticas de manejo para um controle eficiente dessa daninha, reduzindo os danos por matocompetição e contribuindo para  a obtenção da altas produtividades de soja.

Confira o vídeo abaixo com mais episódio do Missão Caruru.


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Referências:

CARVALHO, L. B. HERBICIDAS. Lages, 2013. Disponível em: < https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/fitossanidade/leonardobiancodecarvalho/livro_herbicidas.pdf >, acesso em: 01/10/2021.

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MANEJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/159778/1/Doc-384-OL.pdf >, acesso em: 01/10/2021.

PENCKOWSK, L. H. et al. Alerta! CRESCE O NÚMERO DE LAVOURAS COM Amaranthus hybridus RESISTENTE AO HERBICIDA GLIFOSATO NO SUL DO BRASIL: O PRIMEIRO PASSO É SABER IDENTIFICAR ESSA ESPÉCIE! Revista FABC – Abril/Maio 2020. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/ebook/REVISTA-Fabc.pdf >, acesso em: 01/10/2021.

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