Além da elevada habilidade competitiva, rápido crescimento e desenvolvimento, e grande produção de sementes por planta, o caruru se destaca por apresentar diversos fluxos de emergência ao longo do desenvolvimento da cultura da soja, fato que dificulta ainda mais seu controle e manejo.

Em condições adequadas de umidade, temperatura e luminosidade, as sementes de caruru presentes no banco de sementes do solo germinam, dando origem a novas plantas, infestando lavouras. Em algumas situações, também é possível observar a emergência do caruru após a colheita da soja, matocompetindo com culturas de segunda safra ou “safrinha”.

Além do manejo na safra, visando um controle eficiente do caruru, é necessário integrar práticas de manejo que possibilitem a redução dos fluxos de emergência dessa daninha ao longo do desenvolvimento da soja. No período do inverno, com a redução da temperatura média do ar, tem-se a redução dos fluxos de emergência do caruru, contudo, não significa que o manejo do caruru é desnecessário. O cultivo de coberturas de inverno, com o intuído de gerar palha para a cobertura do solo nas culturas de verão, é determinante para reduzir os fluxos de emergência do caruru, contribuindo significativamente para o controle da daninha.

Com relação ao controle químico com o emprego de herbicidas, deve-se atentar para o estádio de desenvolvimento da planta daninha em que é realizada a dessecação. Em plantas maiores, (com mais de 6 folhas), Mauro Rizzardi (UPF), destaca ser necessário trabalhar com dessecações sequenciais visando um controle eficiente do caruru.

Figura 1. Estádio de desenvolvimento do caruru adequado para o controle químico com o emprego de herbicidas pós-emergentes.

A exemplo, uma alternativa é realizar a primeira aplicação utilizando combinações/associações de herbicidas de mecanismos de ação como herbicidas inibidores da EPSPs e mimetizadores de auxinas, seguido por herbicidas inibidores da fotossíntese ao nível do foto sistema I (Diquat) e herbicidas inibidores da enzima glutamina sintetase (Glufosinato de amônio) na segunda aplicação. Conforme destacado por Rizzardi, na dessecação pré-semeadura, também existe a possibilidade de se trabalhar com a associação de herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogenio oxidase (Flumioxazin).

Levando em consideração os casos de resistência conhecidos das plantas do gênero Amaranthus a herbicidas, o uso de distintos mecanismos de ação no controle dessa daninha é fundamental para um adequando manejo da resistência do caruru. “Além de rotacionar mecanismos de ação, temos que rotacionar grupos químicos de auxínicos na dessecação”.


Veja mais: MISSÃO CARURU – Episódio 13 – Casos de Resistência no Brasil


Confira abaixo mais um episódio do MISSÃO CARURU com as dicas e contribuições do Professor Mauro Rizzardi.


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