A mosca-branca Bemisia tabaci (Gennadius) é a praga número um em importância mundial, devido ao seu grande potencial de causar danos, tanto diretos pela ingestão de seiva pelos adultos e ninfas quanto indiretos pela transmissão de diversas espécies de vírus, além de ocasionar a diminuição da fotossíntese pelo desenvolvimento de fumagina (Capnodium Elaeophilum).




De acordo com Faria (1988) o desenvolvimento biológico e a densidade populacional de Bemisia tabaci são variáveis dependentes das condições climáticas, sabe-se que a densidade populacional da praga é baixa quando o índice pluviométrico é alto, devido à alta mortalidade provocada pela precipitação; já quando o índice pluviométrico é baixo o nível populacional desse inseto aumenta, devido às altas temperaturas, o que confere um favorecimento do seu desenvolvimento. O ciclo biológico da mosca-branca varia de acordo com a temperatura e a planta hospedeira, variando de 13 a 20 dias no verão e próximo de 72 dias no inverno, com até 15 gerações por ano (Faria 1988).

Para o monitoramento de mosca-branca deve-se avaliar diversos fatores referente a biodiversidade da praga, visto que para maioria das culturas se segue um padrão sobre em que parte das plantas os adultos se alimentam e onde se encontram os ovos e ninfas. Em diversos cultivos se faz o uso de armadilhas plásticas de coloração amarela para atrair adultos de mosca-branca e assim conseguir ter um melhor controle sobre o tamanho da infestação.

A densidade populacional de ninfas em soja varia de acordo com o terço da planta avaliado, e a distribuição nos folíolos demonstra um padrão de agregação em determinados locais do folíolo. Com a emissão de novas folhas pela planta, as folhas que anteriormente estavam no terço superior (local de oviposição pelas fêmeas, devido ao seu hábito alimentar) começam a compor o terço médio das plantas, especialmente em cultivares de hábito indeterminado. Portanto, verifica-se que a maior proporção das ninfas está localizada nos terços médio e inferior (POZEBON et al., 2018).

Quando o assunto é monitoramento da população de adultos de mosca-branca, indica-se verificar os folíolos do terço superior das plantas de soja devido ao seu hábito alimentar. Já para as ninfas devemos avaliar o terço médio e inferior das plantas de soja em cultivares com hábito indeterminado, devido ao seu crescimento ao longo do ciclo.

Saber verificar corretamente a densidade populacional de ninfas e adultos é de suma importância para o manejo ideal da praga. Populações de ninfas iguais ou inferiores a 15 ninfas/folíolos (confira a informação na íntegra aqui).

Altas densidades populacionais são de difícil controle, por isso o monitoramento semanal é essencial para determinar o momento da entrada com controle.

A seguir, resultados obtidos em experimentos conduzidos pelo Molecular Insect Lab da UFSM.

Autor: Dener Ribas Ferreira, Integrante do Molecular Insect Lab – UFSM, este que é coordenado pelo Professor Jonas André Arnemann PhD.

Apoio Bibliográfico

Faria, J.C., 1988. Doenças causadas por vírus, p. 547-572. In: Zimmermann, M.J.O., M. Rocha& T. Yamada (Eds.). Cultura do feijoeiro: fatores que afetam a produtividade. Piracicaba: POTAFOS, 589 p

Faria, J.C. & M.J.O. Zimmermann, 1988. Controle do mosaico dourado do feijoeiro pela resistência varietal e inseticidas. Fitopatologia Brasileira, 13: 32-35.

POZEBON, H., CARGNELUTTI FILHO, A., GUEDES, J.V.C., FERREIRA, D.R., MARQUES, R.P., BEVILAQUA, J.G., PATIAS, L.S., COLPO, T.L., ARNEMANN, J.A. Bemisia tabaci (Gennadius, 1889) on soybean plants: vertical distribution and on leaflets. Entomologia Experimentalis et Applicata, 2018. Impress.


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