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Na OIT, CNA diz que investir no agro garante segurança alimentar, gera empregos decentes e reduz desigualdades

O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, afirmou, na quarta (12), durante discurso na sessão plenária da 112ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que o investimento na agropecuária garante segurança alimentar, gera empregos decentes e reduz desigualdades sociais no Brasil.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lidera, neste ano, a delegação de empregadores na OIT, que ocorre até 14 de junho em Genebra, na Suíça.

No início do seu discurso, Gedeão Pereira, que representou o presidente da CNA, João Martins, afirmou que o Brasil, assim como outros países, enfrenta desafios significativos em seu mercado de trabalho e lembrou como a taxa de desemprego reflete as complexidades da economia e as transformações globais.

Mão-de-obra – O vice-presidente da CNA citou número oficiais da taxa de desocupação no país que chegou a 14,7% em 2020, em razão da pandemia, e caiu para 7,8% em 2023.

“Ainda há muito a ser feito para melhorar a qualidade do trabalho no Brasil. A informalidade ainda é um problema grave, com quase 40% dos trabalhadores atuando nessas circunstâncias. Além disso, a produtividade precisa ser melhorada”, disse.

A oferta de mão-de-obra é diversa e abundante no país, mas Gedeão destacou que pelo fato de o Brasil ser um país continental, a qualificação e a inserção desses profissionais no mercado exigem políticas robustas e adaptadas às necessidades regionais e setoriais.

Sistema S – E reforçou que uma das estratégias centrais de qualificação profissional no Brasil está no Sistema “S”, “uma rede de serviços sociais autônomos, financiada por contribuições do setor produtivo, que desempenha um papel crucial na educação profissional e no suporte ao trabalhador”.

Administrado pelas confederações patronais de cada setor da economia, o Sistema S, pontuou Gedeão no discurso, é um importante ator na promoção do desenvolvimento social e profissional no Brasil, oferecendo desde educação básica até treinamento técnico especializado.

O vice-presidente da CNA falou ainda do trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) que oferece assistência técnica, treinamento, educação, gestão e tecnologia de ponta para os trabalhadores e produtores rurais.

“Essa formação contribui para a qualificação da mão de obra rural, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida no campo. E o melhor de tudo, é 100% gratuita. Fortalecer o Sistema S e ampliar o acesso à formação profissional, com foco nas novas tecnologias e demandas do mercado, é garantir a empregabilidade.”

Setor rural – É preciso, diz Gedeão no discurso, “reconhecer e valorizar o papel do homem do campo como agente de transformação e desenvolvimento. O produtor rural brasileiro enfrenta inúmeras dificuldades e desafios diários, e sua dedicação e trabalho árduo merecem o nosso mais profundo respeito e gratidão”.

Ele lembrou que o setor rural é um dos grandes geradores de empregos no Brasil, empregando 27% dos trabalhadores brasileiros. “Do campo à mesa”, 28 milhões de brasileiros encontram oportunidades de trabalho e sustento nas diversas etapas das cadeias produtivas agrícola e pecuária.

“Investir na agropecuária é investir não apenas na segurança alimentar, mas também na geração de empregos decentes e na redução das desigualdades sociais em nosso País”, disse.

Rio Grande do Sul – Como presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Gedeão lembrou o momento difícil que o estado passa em função das enchentes que ocorreram em maio, e que provocaram mortes e deixaram milhares de pessoas sem moradia e sem trabalho.

“Reforço a importância da atuação conjunta do governo, iniciativa privada e sociedade civil no processo de reconstrução”.

No discurso, o vice-presidente disse esperar que a Conferência seja um espaço de diálogo e cooperação tripartite, “onde possamos compartilhar experiências e encontrar soluções inovadoras para promover o desenvolvimento sustentável do trabalho no Brasil e no mundo”.

Ao investir no agronegócio e no setor rural, disse Gedeão para finalizar, “estamos investindo na segurança alimentar e no futuro de todos os setores econômicos presentes nessa Conferência, e é para isso que a CNA trabalha”.

Jantar – Na noite de terça (11), a CNA organizou um jantar para receber os representantes dos empregadores, trabalhadores e governo brasileiro. Esse evento é tradicionalmente oferecido pelo chefe da delegação brasileira aos integrantes da comitiva.

O vice-presidente Gedeão agradeceu a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, dos presidentes de federações estaduais de agricultura, confederações patronais e parlamentares.

Na abertura do evento, Gedeão destacou a relação entre o empresário e o trabalhador e a importância de caminharem juntos. “Essa relação precisa ser estreita porque um depende do outro. O capital é fruto de um trabalho e quanto mais se desenvolve, mais emprega pessoas. E se não tiver sucesso, todos nós perdemos o emprego”.

O vice-presidente disse ainda que o empregador e o trabalhador precisam somar esforços para construir a grande nação que o Brasil aspira. “Essa relação é fundamental para alcançar o topo de maior economia do mundo. Capacidade e gente nós temos”.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Site: CNA

Equipe Mais Soja
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