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Negócios com milho fluem pouco no Brasil em setembro, mas exportação tem destaque

O mês de setembro termina nesta sexta-feira marcando um desempenho bastante positivo nas exportações brasileiras de milho. Segundo informações da SAFRAS Consultoria, foram registrados grandes volumes de negócios ao longo do mês, por conta do fator cambial e da valorização de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago, o que contribuiu para um aquecimento dos preços nos portos, viabilizando os embarques.

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 7,171 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. O volume já embarcado no mês atinge 4,806 milhões de toneladas. Para outubro, o line-up projeta embarques de 2,934 milhões de toneladas. No acumulado de fevereiro/22 a janeiro/23, a programação de embarques até agora aponta volumes de 26,915 milhões de toneladas de milho.

No mercado interno, por outro lado, o mês de setembro foi marcado por um grande impasse entre compradores e vendedores nos negócios envolvendo o milho, o que viabilizou um andamento muito fraco da comercialização. De acordo com a SAFRAS Consultoria, produtores e consumidores não chegaram a um consenso, tanto que o spread de preços do cereal entre a compra e a venda variou entre R$ 2,00 e R$ 3,00 em grande parte do mês, especialmente no Paraná e em São Paulo.

Setembro foi marcado também pelas grandes dificuldades em termos de logística, por conta dos fretes elevados, o que prejudicou o movimento de aquisições de milho por parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, estados que demandam grandes volumes do cereal e possuem um déficit elevado na disponibilidade de oferta.

Ao longo do mês, no mercado brasileiro, o valor médio da saca de 60 quilos de milho teve uma variação bastante leve, de 0,03%, sendo vendida por R$ 84,72, contra os R$ 84,70 verificados no encerramento de agosto. O preço da saca de milho em Campinas/CIF, disponível ao produtor, foi cotado a R$ 88,00, alta de 1,15% ante os R$ 87,00 praticados no fechamento de agosto. Na região Mogiana paulista, o cereal subiu 1,19% ao longo de setembro, de R$ 84,00 para R$ 85,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo mensal, o preço avançou 1,18%, de R$ 85,00 para R$ 86,00 a saca. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação retrocedeu 3,75%, de R$ 80,00 para R$ 77,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço no balanço mensal permaneceu em R$ 95,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana aumentou 2,56%, de R$ 78,00 para R$ 80,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda se manteve em R$ 80,00 a saca.

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Fonte: Arno Baasch / Agência SAFRAS

Equipe Mais Soja
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