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Plantas daninhas e o milho “safrinha”

Em todas as culturas as plantas daninhas exercem seu efeito competitivo, seja por luz, água e nutrientes ou pela ação dos seus efeitos de alelopatia, que podem em algumas culturas influenciar na germinação, consequentemente prejudicando o stand de plantas, e em um efeito dominó o rendimento posterior.

No milho segunda safra não é diferente, contudo, existem poucas informações sobre a dinâmica de plantas daninhas neste tipo de cultivo. Assim, tendo em vista a necessidade de conhecer quais são, como manejar e qual seu impacto no cultivo é que inúmeros estudos vêm estudando esta temática.

O trabalho dos pesquisadores Thais Stradioto Melo, Renato Albuquerque da Luz, Priscila Akemi Makino e Gessí Ceccon (publicado com detalhes pelo Portal Mais Soja, com acesso disponível aqui), com o objetivo de avaliar a infestação de plantas daninhas em função de diferentes anos de milho safrinha, em comparação com consórcio milho – braquiária e braquiária solteira, sob sistema de rotação de cultura.

As plantas daninhas encontradas nas áreas avaliadas foram buva, capim-arroz, capim colchão, caruru, cenourinha, cordão-de-frade, macela, picão-preto, poaia e trapoeraba. Onde segundo os autores do trabalho a buva é uma das principais plantas daninhas na sucessão soja e milho safrinha em Mato Grosso do Sul. Confira a tabela com de acordo com os sistemas de produção:

Tabela 2. Densidade (De), frequência (Fr), dominância (Do) e Valor de importância (VI) de espécies daninhas, em função de anos e sistemas de produção. Dourados – MS (2017).

Neste estudo os pesquisadores da UFGD e Embrapa, encontraram que o cultivo de braquiária solteira ou em consórcio com milho safrinha reduz a infestação por planta daninhas na sucessão soja- milho safrinha. Contudo, apenas um ano de consórcio milho braquiária não elimina as plantas daninhas do sistema de cultivo.

Assim, é importante entender que a competição é um fator que pode limitar a produção, principalmente em situações de estresse climático ou nutricional as plantas de interesse agronômico, e nestas situações a presença de plantas infestantes podem comprometer o desenvolvimento e o rendimento das culturas, sendo pela ação de retratar o “arranque” inicial, quanto competidora por recursos, quanto alelopática. Medidas de conhecimento e de controle que tenham ação sobre o banco de sementes do solo são relevantes para o bom andamento de lavoura, não somente do milho segunda safra.

Equipe Mais Soja
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