O mercado brasileiro de arroz perdeu força na última semana de setembro. No Rio Grande do Sul, referência para os preços nacionais, a saca de 50 quilos tinha média de R$ 104,95 no dia 30 de setembro, ante R$ 106,65 por saca no dia 24. De qualquer forma, em 30 dias, a alta acumulada foi de 11,06%. Frente ao mesmo período do ano anterior, a elevação chegava a 129,17%.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana, a demanda internacional segue muito forte pelo cereal. “Durante o primeiro semestre, vimos que diversos países importadores foram ao mercado com grande ímpeto na compra do cereal para garantir a oferta doméstica voltada para a segurança alimentar”, lembra.

“Esse movimento se deu muito em função das dúvidas que ainda pairavam sob os possíveis impactos do coronavírus em toda a estrutura de produção e distribuição de alimentos no planeta”, explica Viana. “Ao mesmo tempo, alguns países tiveram problemas logísticos e reduziram as exportações no final do primeiro semestre”, frisa.

A Tailândia foi um dos países que limitou as exportações no primeiro semestre e hoje contabiliza números de exportação muito abaixo da última temporada. “Esta é um dos motivos, além do cambio, que levaram o Brasil a ser visado para compra de arroz na temporada”, pondera o analista. “Sem limitações de exportação, o país vendeu o dobro de cereal nesta temporada comparado ao mesmo período da temporada anterior”, completa.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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