O retorno da demanda interna num cenário de dólar desvalorizado e preços internacionais em elevação vem resultando em altas expressivas para os preços domésticos do algodão. A afirmação é do analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

Nesta quinta-feira (15), a média no CIF de São Paulo atingiu R$ 3,47 por libra-peso, com alta de 2,2% em relação ao dia anterior e atingindo o maior nível desde 6 de julho de 2018. No dia 8, valia R$ 3,33 por libra-peso

No FOB exportação do porto de Santos/SP, a fibra brasileira fechou negociada a 61,60 centavos de dólar por libra-peso (c/lb) no dia 15. Em relação ao contrato de maior liquidez na Ice Futures, a pluma brasileira era 11,0% mais acessível. Há uma semana, essa diferença era de 11,5% e, há um mês, de 10,5%. “Isso mostra que, mesmo com uma alta expressiva das cotações em reais no país, a pluma segue competitiva no mercado externo”, destaca Bento.

Com as indústrias têxteis voltando a operar em plena capacidade, a tendência é que as cotações no Brasil busquem um ajuste ao nível de paridade de exportação. “Com o agravamento da pandemia do Covid-19 em meados do último mês de março, as fiações reduziram ou até interromperam suas operações, permanecendo assim por cerca de 3 meses”, lembra o analista.

“O auxílio emergencial oferecido pelo governo, combinado com um clima mais frio, gerou um retorno da demanda, especialmente em lojas menores e no e-commerce”, enumera Bento. Esse movimento fez com que os estoques de fios fossem praticamente zerados. “Quando as indústrias têxteis retornaram ao mercado, encontraram uma realidade de preços diferente e precisaram se ajustar à essa nova realidade, mesmo que com redução de suas margens”, finaliza.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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