O mercado de fertilizantes inicia 2026 em um cenário desafiador. Além do aumento da demanda internacional, comum no início do ano, a oferta global apresenta retração, em meio a restrições às exportações e à limitação na produção dos principais insumos.
Para os fertilizantes nitrogenados, houve diminuição na produção de ureia no Irã. O país, que atualmente atravessa o período de inverno, direciona o gás natural para fins de aquecimento da população. Somado a isso, os conflitos políticos internos redirecionam as prioridades da nação para questões de segurança.
Os elevados custos das matérias-primas essenciais ao processo produtivo têm impactado a cadeia de produção e provocado paralisações. Os altos preços da amônia estão limitando a produção de ureia, assim como os valores do enxofre afetam a oferta de fertilizantes fosfatados. Para esses insumos, a extensão das restrições chinesas até agosto de 2026 pressiona a oferta global de forma ainda mais significativa pelo segundo ano consecutivo.
Em relação ao cloreto de potássio, a perspectiva segue alinhada ao cenário dos demais fertilizantes. No Canadá, a Canpotex anunciou o comprometimento das vendas para o primeiro trimestre, mantendo todo o volume de produção já negociado no período. Na Rússia, a Uralkali tende a adotar uma postura mais conservadora durante o mesmo intervalo.
O panorama geral do mercado indica que a recomposição da oferta deve ocorrer de forma limitada e gradual, mantendo menor disponibilidade dos principais fertilizantes utilizados no Brasil e, no longo prazo, sustentando preços em patamares mais elevados.
Fonte: Globalfert, disponível em fecoagro




