Em dez/25, o Imea publicou o relatório de custos de produção do algodão da safra 2024/25
em Mato Grosso, referente a nov/25. O custeio foi projetado em R$ 10.775,55/ha, registrando retração de 0,05% frente ao mês anterior. Essa variação esteve relacionada, principalmente, à redução das despesas com fertilizantes e corretivos. Ainda assim, no comparativo anual, o custeio permanece 12,36% superior. Em relação ao COE, o valor foi estimado em R$ 15.345,48 /ha, apresentando queda de 0,21% em relação a out/25. Diante desse cenário, para que o produtor consiga arcar com o seu COE, torna-se necessário que a produtividade média 119,76 @/ha, e, comercializar o algodão a um preço mínimo de R$ 135,20/@.

Por fim, o custo elevado e a menor atratividade dos preços no mercado interno, a margem do produtor segue pressionada, reforçando a importância de um planejamento eficiente para a próxima safra.

Confira os principais destaques do boletim:
  • DESVALORIZAÇÃO: na última semana, o preço do óleo de algodão apresentou queda de 0,73% no comparativo semanal, ficando cotado a R$6.037,57/t, motivada pela baixa demanda.
  • QUEDA: o dólar compra Ptax apresentou baixa de 2,04% no comparativo semanal e ficou cotado a R$ 5,39/US$. Recuo também está ligado às tensões geopolíticas entre os EUA e a Venezuela.
  • ALTA:. na semana anterior, a Ice NY dez/26 registrou valorização de 0,88%, sendo precificada a ¢ US$ 68,87/lp.
Segundo a Secex, em dez/25, Mato Grosso registrou o maior volume de exportações da série histórica.

Apesar de os primeiros meses do início do ciclo de exportações da safra 2024/25 terem sido marcados por volumes mais baixos, esse movimento não se prolongou, indicando um mercado mais ativo do lado das exportações. Segundo a Secex, o Brasil exportou 452,49 mil toneladas de pluma e nesse contexto, Mato Grosso registrou volume exportado de 283,31 mil toneladas, ou 62,61% do total nacional, sendo um aumento de 20,60% em relação ao mês anterior e o maior já registrado na série histórica. Países como China, Turquia, Bangladesh, Vietnã e Paquistão, foram os que mais importaram algodão mato-grossense, respectivamente.

Esse desempenho está ligado aos altos volumes produzidos da safra 2024/25, unidos ao fato da maior competitividade do algodão matogrossense no mercado internacional. A evolução desse comportamento seguirá condicionada às condições de mercado nos próximos meses, em especial à demanda dos países consumidores.

Fonte: IMEA



 

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