Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O forte número para as exportações semanais americanas – com presença marcante da China como comprador – e o desempenho do óleo de soja sustentaram o mercado. Os dados de esmagamento em dezembro completaram o cenário positivo.
A forte alta dos contratos de óleo de soja está diretamente relacionada às novas sinalizações vindas de Washington sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana.
“Fontes indicam que o governo Trump deve finalizar as cotas de mistura obrigatória para 2026 até o início de março, reduzindo a incerteza regulatória que vinha pesando sobre o mercado nas últimas semanas”, relata Viana.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 2.061.900 toneladas na semana encerrada em 8 de janeiro. A China liderou as compras, com 1.224.100 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 10.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 1,8 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 224,991 milhões de bushels em dezembro, ante 216,041 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 224,809 milhões. Em dezembro de 2024, foram 206,604 milhões de bushels.
A produção brasileira de soja deverá totalizar 176,124 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 2,7% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 4º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,124 milhões de toneladas.
O plantio de soja da safra 2025/26 na Argentina foi concluído, com uma área de 16,4 milhões de hectares e produção estimada em 47 milhões de toneladas. Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), a falta de água e as temperaturas elevadas registradas nos últimos 30 dias começam a deixar marcas nas lavouras no centro e no sul da região Pampeana. Ainda assim, há previsão de chuvas para os próximos dias, o que deve permitir que as lavouras retomem uma condição de boa a ótima.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 1%, a US$ 10,53 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,64 1/4 por bushel, com elevação de 9,25 centavos de dólar ou 0,87%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,92% a US$ 289,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 52,97 centavos de dólar, com ganho de 1,99 centavo ou 3,9%.
Fonte: Agência Safras




