FECHAMENTOS DO DIA 31/01: O contrato de soja para janeiro23 fechou em leve alta de 0,18% ou $ 2,75 cents/bushel a $ 1538,0. A cotação de maio23, que já está sendo negociada no Brasil, fechou em alta de 0,05%, ou $ 0,75 cents/bushel a $ 1530,0. A cotação de maio24 fechou em queda de 0,17% ou $ 2,25 cents/bushel a $ 1351,75. O contrato de farelo de soja para março fechou em queda de 0,92% ou $ 4,5/ton curta $ 484,2 e o contrato de óleo de soja para março fechou, em alta de 1,65% ou $ 1,01/libra-peso a $ 62,33.

CAUSAS DA LEVE ALTA: Os futuros da soja fecharam perto da estabilidade, depois de subirem 3,14% nos últimos dias. Com isto, o mercado ficou receoso em ficar comprado. Contribuiu para a pressão do dia o enfraquecimento do dólar, que tende a valorizar as exportações brasileiras e a alta do petróleo. Além disso, chuvas esparsas na Argentina e expectativa de maior demanda chinesa.

NOTÍCIAS IMPORTANTES DO DIA

LICITAÇÕES INTERNACIONAIS: A Coreia do Sul encomendou 19 mil toneladas de soja não transgênica por meio de uma licitação internacional. A GASC do Egito está no mercado de óleos vegetais. As importações egípcias de soja estão previstas para atingir 4 MMT para o calendário de 2023.

MALÁSIA-EXPORTAÇÕES: Os dados de exportação da Malásia da Intertek mostraram que as exportações de óleo de palma foram de 251.350 toneladas em janeiro. A AmSpec teve o número de 1,457 MMT para todos os embarques de palma, uma queda de 27% mês/mês.

EUA-ESTIMATIVAS DO ESMAGAMENTO: As estimativas antes do relatório mensal de gorduras e óleos do USDA mostram que os comerciantes esperam que entre 187 mbu (5,09 MT) e 188,6 mbu (5,13 MT) de soja foram processados em dezembro. A média das estimativas é ver 188 mbu (5,11 MT), relatados na quarta-feira, o que seria uma queda em relação ao esmagamento de 189,4 mbu (5,15 MT) de novembro e ao recorde de todos os tempos de 198,2 (5,39 MT) milhões em 21 de dezembro. As ideias comerciais para estoques de óleo de soja estão girando em torno de 2,25 bilhões de libras.

BRASIL/ANEC: EXPORTAÇÃO DE SOJA RECUA EM JANEIRO ANTE 2022: A Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) informou que as exportações brasileiras de soja em janeiro recuaram ante janeiro de 2022, enquanto os embarques de milho e trigo cresceram. No total, somando soja, farelo de soja, milho e trigo, as exportações brasileiras de grãos subiram 24,4%, ou 1,653 milhão de toneladas, para 8,436 milhões de toneladas.

No mês, o País exportou 1,223 milhão de toneladas de soja em grão, 1,060 milhão de toneladas menos, ou 46%, que em igual período do ano passado, segundo relatório mensal da associação. De farelo de soja, o Brasil embarcou 1,438 milhão de toneladas no mês, 9,1% inferior, ou 143,735 mil toneladas menos, ao exportado em janeiro de 2022. Na semana entre 22 e 28 de janeiro, o Brasil exportou 490,738 mil toneladas de farelo de soja, 311,313 mil toneladas de soja. Para a semana entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro, os embarques devem atingir 1,355 milhão de toneladas de soja e 472,006 mil toneladas de farelo.

BRASIL/CONAB: COLHEITA DE SOJA 2022/23 ALCANÇA 5,2% DA ÁREA: A colheita da safra brasileira de soja 2022/23 atingiu 5,2% da área plantada no último sábado (28), avanço de 3,2 pontos porcentuais em uma semana na comparação com os 2,0% reportados na semana anterior, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em levantamento semanal de progresso de safra. A retirada da oleaginosa está atrasada na comparação com o ciclo passado, quando em igual período do ano 11,6% das lavouras já estavam plantadas. Mato Grosso, principal Estado produtor do grão, tinha até sábado 16,3% da área semeada. Maranhão e Rio Grande do Sul ainda estão semeando a oleaginosa, com 99% e 95% da área implantada, respectivamente. No País, o plantio atingiu 99,7% da área estimada, ante 99,5% reportados na semana anterior e 99,6% registrados em igual período do ano anterior.

GIRO PELOS ESTADOS

RIO GRANDE DO SUL: Mercado passa por nova queda expressiva e decorrência do aumento de oferta

Preços de Soja Caem Novamente no Rio Grande do Sul A retomada da demanda chinesa após o feriado não foi suficiente para elevar os preços da soja no Rio Grande do Sul. Com a quebra de recordes de produção em Mato Grosso, as cotações continuam a cair devido à expectativa de estoques finais mais elevados do que previamente pensado. Em comparação com os preços de ontem, a saca de soja foi vendida por R$ 182,00 no porto de Rio Grande.

Já no interior os preços foram de R$ 174,00 em Ijuí, R$ 174,50 em Cruz Alta, R$ 173,00 em Passo Fundo e R$ 173,00 em Santa Rosa, marcando quedas gerais de R$ 2,00/saca. A queda nos preços da soja pode ser atribuída à oferta excessiva da commodity, juntamente com a falta de demanda por parte dos compradores. Apesar disso, o mercado segue de olho na situação da Argentina que não está definida, pode ser que novas quebras ocorram em decorrência da seca, mas trata-se de especulação, no momento a oferta portuária se mostra mais competitiva do que a do interior do Brasil.

SANTA CATARINA: Preços travam diante da especulação do mercado

De acordo com informações recentes do mercado, a soja produzida em Santa Catarina tem sido negociada a preços cada vez mais elevados; foram 3 sessões consecutivas de alta de semana passada para essa. Apesar disso, tudo que é bom cessa e os preços encontraram um novo topo para esse momento após a venda de pelo menos 7.000 toneladas a R$175,00 por saca para entrega em março, com pagamento previsto para 28 de abril. Em consequência do volume escoado, o mercado permaneceu morno hoje.

PARANÁ: Dia de manutenção, escoamento segue no mínimo

Assim como outras posições mais ao sul do Brasil, o preço no Paraná parou suas evoluções ao menos por hoje. Parte da razão é a insegurança dos produtores em abrir mão de seus estoques, parte é a insegurança do mercado no geral com o que teremos de oferta para esse ano e como os movimentos da commodity devem se alinhar a partir de agora. No interior, as ofertas são escassas e os preços estão indicados a R$ 160,00, sem novos movimentos no balcão de Ponta Grossa e R$ 170,00, R$ 171,00 e R$ 172,00, respectivamente, para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro, março e maio de 2023. Cascavel e Maringá por sua vez seguem alinhados e passaram por manutenção, mantendo-se a R$ 158,00. Pato Branco continua a R$ 157,00.

No porto de Paranaguá, os preços indicados para entrega em fevereiro e pagamento em março e maio de 2023 foram de R$ 172,00 e R$ 173,00, respectivamente, sem novos movimentos, demonstrando que pouco se vê em ação do produtor.

Já para a safra 2023, as indicações de preço nominal foram de R$ 168,00 para entrega em março e abril e pagamento em maio de 2023 no posto de Ponta Grossa e R$ 173,00 para entrega em fevereiro e março e pagamento em abril de 2023 no posto de Paranaguá ainda segurando a baixa de ontem e consequentemente mantendo a ideia de preços mais baixos para o futuro.

Informativo DERAL: Período de muito calor e predomínio de sol. As chuvas, apesar de localizadas, foram distribuídas por todo o Paraná. No início da semana (24) as precipitações foram registradas nas regiões Noroeste e Norte, e a partir de sábado (28) ocorreram entre as porções do Oeste/Noroeste e Sul do Estado. A safra de soja vem evoluindo em rito normal com leve preocupação a respeito da estiagem. Já alcança 1% colhido do potencial total plantado. Dentro do que foi plantado, 4% esta em situação ruim, 15% em situação média e 81% em situação boa, mostrando uma progressiva perda de qualidade. Por fim, 5% ainda se mantém em desenvolvimento vegetativo, do potencial plantado atrasado, 13% em floração, 66% em frutificação e 16% em maturação.

MATO GROSSO DO SUL: Dia ausente de movimentos, nada de negócios

Mato Grosso do Sul registrou um dia ausente de novos movimentos, sem marcar desvalorizações ou efetuar negócios. Os principais fatores que impactam o mercado são a possibilidade de estoques argentinos serem maiores (o que se mostra cada dia mais especulativo) e a soja futura ficar mais barata, além do dólar fragilizado com a possibilidade de crise nos EUA. Os preços estarem marcando poucos movimentos durante a semana nada mais indica do que um esforço interno dos agricultores do Estado para não fixar preços e controlarem o valor pela ausência de oferta. Muitos agricultores e traders esperem para ver como a situação se desenrola antes de fazer negociações. O dia foi marcado por poucas fixações de preços e nenhuma negociação, deixando o mercado em um estado de incerteza, isso tem se refletido por toda a semana. Atualmente, os preços da soja são os seguintes: Dourados a R$ 155,00, Maracaju a R$ 154,00, Sidrolândia a R$ 153,00, Campo Grande a R$ 155,00, São Gabriel a R$ 153,00, Chapadão do Sul a R$ 150,00.

MATO GROSSO: Dia de poucos movimentos, desvalorização única em Sorriso

O mercado de soja em Mato Grosso viveu um dia de poucas oscilações de preços, com baixa única sendo vista em Sorriso. A incerteza quanto ao clima e à produção da safra é apontada como a principal razão para esse cenário, mas especialistas indicam que para esse ano a produção de MT deve quebrar records, algo que tem ocorrido por vários anos consecutivos, mesmo em anos como esse em que se espera que a produção brasileira total seja levemente inferior à do ano anterior. Fatores como a falta de definição de preços, demanda por grãos e questões logísticas também afetam a comercialização da soja. Apesar da volatilidade, analistas acreditam que o mercado deve se estabilizar à medida que as informações sobre a safra sejam mais definidas. Ademais, o produtor continua extremamente inseguro para se livrar da soja velha. Neste cenário o produtor segue mais defensivo, sem efetuar grandes volumes em negócios e isso serve como termômetro dos próprios preços também. Os preços atuais são os seguintes: Campo Verde a R$ 149,00. Lucas do Rio Verde a R$ 149,00. Nova Mutum a R$ 149,00. Primavera do Leste a R$ 150,00. Rondonópolis a R$ 151,00 e Sorriso a R$ 149,00 (- R$ 1,50/saca).

MATOPIBA: Preços seguem divididos por esses estados e comercialização segue baixa com o mercado seguindo sem praticamente nenhuma resposta

Em Balsas, no Maranhão, as cotações marcaram baixa expressiva, fechando a R$ 153,50 (-R$ 3,50/saca). Já o Porto Franco-MA marcou alta de R$ 3,00/saca, fechando a R$ 155,00. Pedro Afonso, que agora substitui Porto Nacional nas cotações, após desvalorização, trouxe o valor de R$ 146,90 sem se mover. Uruçuí-PI fechou o dia a R$ 154,00 sem diferenças e em Luiz Ricardo Magalhães, na Bahia, o preço ficou a R$ 155,00, marcando também perda de R$ 2,00/saca. A situação na região de MATOPIBA é bastante complexa em relação à produtividade, pois, assim como nas demais posições do Brasil, ela cresce ano a ano, mas as dificuldades de estrutura, inovação e transporte tem sido um importante obstáculo nesses momentos de perda de valor.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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