Em jan/26, o Projeto CPA-MT divulgou o custo de produção da soja da safra 26/27, com custeio estimado em R$ 4.201,32/ha, alta de 0,54% frente à divulgação de dez/25, puxada pelo aumento de 3,04% nas despesas com defensivos agrícolas, estimadas em R$ 1.388,63/ha. Quanto ao Custo Operacional Efetivo (COE), a projeção é de R$ 5.879,32/ha, acréscimo de 0,36% ante o mês anterior. Diante do cenário de aumento nos custos para a próxima temporada, o produtor deve manter atenção ao Ponto de Equilíbrio (P.E).
Desse modo, considerando a produtividade média dos últimos três anos de 60,45 sc/ha, para cobrir as despesas do COE, o P.E. da safra indica que o produtor precisará vender a soja por, no mínimo, R$ 97,25/sc. Atualmente, o preço médio comercializado da safra 26/27 é de R$ 104,99/sc, 7,95% acima do necessário para cobrir as despesas. Por fim, para cobrir o COE, a produtividade necessária é de R$ 53,48 sc/ha, alta de 0,57% frente a nov/25.
Confira os principais destaques do boletim:
- PROGRESSO: a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 p.p. na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.
- QUEDA: apesar da redução mensal de 18,16% nas exportações de soja por MT em dez/25, o volume exportado foi 9,31 vezes maior que os embarques do mesmo período de 2024.
- VALORIZAÇÃO: o indicador Prêmio Santos apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.
De acordo com o USDA, a projeção da produção mundial de soja para a safra 25/26 registrou alta de 0,74%, sendo estimada em 425,68 milhões de t.
Esse incremento está atrelado, principalmente, à projeção de 178,00 milhões de t na produção brasileira de soja da safra 25/26, elevação de 1,71% frente à estimativa de dez/25, reflexo da expansão da área semeada, aliada à melhor perspectiva climática no país. No que se refere ao consumo mundial, a projeção subiu 0,31% ante dez/25, sendo estimada em 423,14 milhões de t.
Quanto ao estoque final, a expectativa de aumento na oferta brasileira resultou em um crescimento de 1,66% ante à estimativa anterior. Diante desse ajuste de oferta, o mercado passou a precificar um cenário de maior disponibilidade global da oleaginosa, o que exerceu pressão sobre as cotações. Assim, com a elevação da produção, sobretudo no Brasil e nos EUA, o preço corrente da soja em Chicago fechou na média de US$ 10,40/bu, recuo de 0,76% após a divulgação dos dados pelo Departamento.
Fonte: IMEA




