A semeadura está em estágio avançado no Estado, alcançando 96% da área prevista. A maior parte das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo (87%), enquanto a floração avançou para 13% da área cultivada, especialmente nas áreas semeadas mais precocemente. Com a chegada do mês de janeiro e a proximidade do final da janela de plantio, observa-se maior preferência pela utilização de cultivares de ciclo tardio como forma de assegurar o adequado período de desenvolvimento vegetativo.
As precipitações frequentes e volumosas, associadas à ocorrência de dias ensolarados, foram, em geral, benéficas ao desenvolvimento da cultura e garantiram umidade do solo e incidência de radiação solar ideias, além de crescimento vigoroso das plantas. Contudo, o longo período com solo saturado dificultou a realização de manejos, e as aplicações de herbicidas estão sendo retomadas à medida que reduz a umidade. Em áreas de semeadura
mais recente, seguem as operações de controle de plantas invasoras.
As lavouras apresentam estande e desenvolvimento apropriados e, de maneira geral, não há incidência significativa de pragas e doenças. Na maioria das áreas, os agricultores realizam aplicações preventivas de fungicidas, com foco no controle da ferrugem-asiática, e
mantêm monitoramento constante em função da elevação da umidade e das temperaturas. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a implantação das áreas está praticamente concluída. As lavouras semeadas no início do período recomendado estão em floração. Em Rosário do Sul, houve necessidade de replantes, em algumas áreas, em função das chuvas volumosas registradas no final de dezembro. Em Alegrete, o estabelecimento da cultura foi considerado excelente, e as plantas apresentam estande, uniformidade e vigor adequados. Na Campanha, os agricultores retomaram a semeadura a partir de 01/01 (quinta-feira), nas áreas com melhor drenagem. Entretanto, em alguns talhões, ainda há excesso de umidade, o que impede o acesso ou o uso correto do maquinário. As lavouras implantadas em outubro e em início de novembro estão em floração, com porte satisfatório, e as semeadas no final de novembro e na primeira quinzena de dezembro apresentam, em geral, bom estande.
Na de Caxias do Sul, a cultura está em desenvolvimento vegetativo, com germinação e sanidade adequadas na maioria das áreas cultivadas. Em São Francisco de Paula, está sendo realizada a coleta de esporos de ferrugem-asiática para envio a laboratório, com o objetivo de monitorar a presença do fungo.
Na de Erechim, 95% foram semeados, e toda a área estabelecida se encontra em desenvolvimento vegetativo. Após a ocorrência de chuvas, observou-se melhoria no estado geral das lavouras. Na de Frederico Westphalen, 55% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, e a floração avançou para 45%. O estande de plantas e os aspectos fitossanitários estão apropriados, apesar da ocorrência de problemas pontuais de estabelecimento e das dificuldades na realização do controle de plantas invasoras em determinados cultivos, sobretudo naqueles com cobertura de solo insuficiente, com atraso no manejo e uso inadequado de herbicidas.
Na de Ijuí, o desenvolvimento das plantas está apropriado. Contudo, nas áreas implantadas em dezembro que precisaram ser ressemeadas devido às chuvas intensas e ao maior tráfego de máquinas, observa-se densidade de plantas abaixo do ideal. A partir de 03/01 (sábado), os produtores retomaram a aplicação de fungicidas, que estava atrasada pela elevada umidade. Até o momento, não há registro de sintomas de doenças nas lavouras.
Na de Passo Fundo, as condições de umidade e de temperatura, associadas às chuvas do período, favoreceram os cultivos, que se encontram em fase de germinação ou de desenvolvimento vegetativo.
Na de Pelotas, a semeadura alcançou 99%, e todas as lavouras implantadas estão em desenvolvimento vegetativo. A umidade acumulada no solo foi benéfica ao estabelecimento ao desenvolvimento das plantas. Na de Santa Maria, mais de 95% da área prevista foi implantada. As lavouras apresentaram emergência uniforme e estande de plantas satisfatório. O volume expressivo e a distribuição das precipitações contribuíram para a recomposição e manutenção da umidade do solo e para o crescimento vigoroso das plantas. A maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo, e parte está em início de floração.
Na de Santa Rosa, a semeadura alcançou 91%. Estão 94% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo e 6% em florescimento. O período de intensas precipitações contribuiu para a manutenção da umidade do solo, para a evolução da cultura e para a antecipação do fechamento de linhas na maior parte das áreas. As lavouras implantadas mais tardiamente apresentam estande satisfatório, exceto nas áreas mais baixas, onde houve perda de plantas. Nas áreas de várzea, os produtores aguardam a redução da umidade do solo para realizar a ressemeadura onde ocorreu maior redução de estande ra em fase de desenvolvimento vegetativo, e 15% estão em florescimento. Os cultivos apresentam crescimento acelerado, e ocorreu fechamento de entrelinhas na maior parte das áreas. A estatura das plantas está apropriada. As lavouras de ciclo precoce iniciam o florescimento. O desenvolvimento está adequado, mas houve registro de danos pontuais em Espumoso, em razão da queda de granizo, ocorrida em 02/01 (sexta-feira).
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,72%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 127,09 para R$ 126,18.
Fonte: Emater/RS




