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Tratamento de sementes de soja: com quais pragas se preocupar?

A cultura da soja está submetida ao ataque de insetos-praga desde o início do seu ciclo, sendo necessário cuidado e atenção aos ataques dos insetos na lavoura, os quais podem se alimentar das sementes, raízes e plântulas. O uso de sementes de soja tratadas com inseticidas proporciona maior proteção e defesa contra o ataque das pragas iniciais, auxiliando na manutenção do estande de plantas e contribuindo para o desenvolvimento uniforme da lavoura (BAUDET; PESKE, 2007).

Dentre os insetos-praga que infestam a cultura da soja em sua fase inicial, podemos citar a lagarta Elasmopalpus lignosellus, conhecida por broca-do-colo ou lagarta-elasmo. No Brasil, este inseto causa sérios danos a várias culturas de importância econômica, incluindo a soja. A lagarta penetra na região do colo da planta, abrindo galerias no interior do colmo e, em muitos casos, provocando a sua morte (VIANA, 2007).

Em função da dificuldade de previsão de ocorrência ou detecção da praga no início do ataque, recomenda-se o tratamento de sementes como forma preferível de controle para essa espécie. Segundo Morais et al. (2017), os inseticidas clorantraniprole ou clorantraniprole + tiametoxam aplicados via tratamento de sementes são eficientes no controle da lagarta-elasmo durante o estabelecimento da cultura, sendo considerada uma opção agronomicamente viável.

Figura 1. Lagarta-elasmo, Elasmopalpus lignosellus.

Fonte: DEGRANDE et al., 2010.

Figura 2. Danos da lagarta-elasmo em soja.

Fonte: DEGRANDE et al., 2010.

Os corós da soja, Phyllophaga cuyabana e Liogenys fuscus, podem ocorrer em todos os estádios de desenvolvimento da cultura; porém, seus danos são mais visíveis nos estádios iniciais, quando as plantas estão pouco desenvolvidas. Os sintomas do ataque se caracterizam pelo amarelecimento das folhas e desenvolvimento retardado, podendo causar a morte das plantas quando estas são atacadas logo após a emergência. O tratamento de sementes com fipronil ou imidacloprido contribui para a supressão populacional dessa praga (DEGRANDE et al., 2010).

Figura 3. Corós da soja

Fonte: https://www.manejebem.com.br

Revisão: Henrique Pozebon, doutorando PPGAgro – UFSM  e Prof. Jonas Arnemann, PhD. e Coordenador do Grupo de Manejo e Genética de Pragas – UFSM

Referências:

BAUDET, L.; PESKE, F. Aumentando o desempenho das sementes. Seed News, v. 9, n. 5, p. 22-24, 2007.

DEGRANDE, Paulo E. et al. Pragas da soja. Tecnologia e produção: soja e milho, v. 2011, p. 155-206, 2010.

JURISCH, Felipe Zeni; SIMONETTI, Ana Paula Morais Mourão; BRONDANI, Silene Tais. DESENVOLVIMENTO INICIAL DA SOJA SUBMETIDA A TRATAMENTO DE SEMENTES. Revista Thêma et Scientia, v. 9, n. 2, p. 253-260, 2019.

MORAIS, Tassiane Bolzan et al. EFICIÊNCIA DE CLORANTRANILIPROLE NO CONTROLE DE ELASMOPALPUS LIGNOSELLUS (ZELLER, 1848) APLICADO VIA TRATAMENTO DE SEMENTES NA CULTURA DA SOJA.

RICHETTI, Alceu; GOULART, Augusto César Pereira. Adoção e custo do tratamento de sementes na cultura da soja. Embrapa Agropecuária Oeste-Comunicado Técnico (INFOTECA-E), 2018.

VIANA, Paulo Afonso. Manejo da lagarta-elasmo em grandes culturas: gargalos da pesquisa. In: Embrapa Milho e Sorgo-Artigo em anais de congresso (ALICE). In: REUNIÃO SUL-BRASILEIRA SOBRE PRAGAS DE SOLO, 10., 2007. Dourados. Pragas-Solo-Sul: anais e ata. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste, 2007. p. 67-76., 2007.

Foto de capa: Fonte: DEGRANDE et al., 2010.

Equipe Mais Soja
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