A semeadura do trigo avançou de forma gradual, acompanhando a abertura do ZARC e condicionada às condições de umidade do solo e trafegabilidade das áreas. As operações de implantação ocorreram em ritmo variável entre as regiões, alternando situações de excesso de umidade, que restringem o ingresso de máquinas, e de deficiência hídrica, que limita a germinação das sementes.
As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam emergência e estabelecimento inicial satisfatórios, com estandes e desenvolvimento vegetativo adequados.
As operações de preparo das áreas destinadas ao plantio do cereal tiveram prosseguimento, mas as projeções indicam redução expressiva da área cultivada em relação à safra anterior como reflexo da combinação de custos elevados de produção, das restrições de crédito e seguro rural, além do aumento da percepção de risco climático para o ciclo de inverno.
Em diversas regiões, observa-se menor utilização de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no financiamento da atividade. A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a implantação de trigo apresentou comportamento distinto entre os municípios. Em São Gabriel, a área semeada corresponde a 25% da expectativa de cultivo de 2.000 hectares, mas a projeção aponta redução de 78% na área em comparação à safra anterior. Em Manoel Viana, a semeadura ainda não foi iniciada em razão da insuficiente umidade no solo, e a área deverá ser menor em 2026. Em São Borja, aproximadamente 5% foram semeados dos 20.000 hectares previstos.
Parte expressiva dessa semeadura foi realizada em solo seco e depende da ocorrência de chuvas para viabilizar a germinação e a emergência das plantas. Na de Caxias do Sul, os produtores concentram esforços no preparo das áreas para a implantação da cultura. A semeadura deverá iniciar nos próximos dias, nos municípios de menor altitude. Nos Campos de Cima da Serra, o plantio está previsto para julho, conforme o calendário regional de cultivo.
Na de Ijuí, a semeadura atingiu 10% da área projetada, mas houve desaceleração das operações devido ao excesso de umidade do solo durante parte do período. As áreas implantadas apresentam boa emergência e desenvolvimento inicial, favorecidas pelas condições adequadas de germinação. Prosseguiram as operações de dessecação para manejo de plantas espontâneas. Observa-se ainda o estímulo ao cultivo destinado à produção de etanol, além de baixa demanda por sementes certificadas e crédito de custeio, o que amplia a utilização de sementes salvas.
Na de Santa Rosa, a semeadura alcança cerca de 10% da área prevista. O estande das lavouras emergidas está dentro do esperado, com elevado potencial germinativo e bom estabelecimento inicial. A continuidade das operações depende das condições de umidade. Na de Soledade, há redução na área destinada ao trigo em relação ao ano anterior.
A semeadura atinge cerca de 10% da área prevista. As lavouras implantadas apresentam boa germinação, emergência uniforme e adequado desenvolvimento vegetativo inicial. Na maior parte dos municípios da região, o período indicado pelo ZARC se estende de 21/05 a 20/07, e nas áreas de maior altitude, como em Soledade e Encruzilhada do Sul, de 01/06 até 30/07.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,96%, passando de R$ 64,24 para R$ 65,50.
Fonte: Emater/RS




