InícioDestaqueTrigo-SC: Preços pagos aos produtores são destaques do Boletim Agropecuário de agosto

Trigo-SC: Preços pagos aos produtores são destaques do Boletim Agropecuário de agosto

Na área de cereais, a Epagri relata que as cotações do trigo no mercado catarinense em julho tiveram variação positiva de 2,82%, fechando a média mensal em R$ 107,59 a saca de 60kg, o maior valor nominal da série histórica publicada pela Epagri/Cepa. Com o anúncio de uma possível retomada das exportações de trigo da Ucrânia, os preços no mercado internacional recuaram, contudo, permaneceram firmes para a grande maioria dos estados acompanhados.

Os custos de produção dessa safra estão extremamente elevados. Para abril, o preço de nivelamento para lavouras com produtividade média de 3.600kg/ha estava em R$ 91,44 a saca 60kg, ou seja, para cobrir os custos de produção, esse é o preço mínimo que o produtor deveria receber por cada saca produzida. Para produtividade de 4.200kg/ha, o preço de nivelamento sobe para R$100,44 a saca de 60kg.

O encerramento da safra do arroz em Santa Catarina trouxe uma boa notícia: a alta produtividade das lavouras catarinenses. Regiões como Rio do Sul, Ituporanga e Blumenau ultrapassaram a marca de 9 toneladas de produtividade média por hectare. A produtividade média do Estado se aproximou de 8,5 toneladas por hectare.   Com relação aos preços, devem se manter em elevação nos próximos meses, um comportamento típico para a época do ano. A tendência fica clara nos valores praticados entre julho e a primeira quinzena de agosto, quando seguiram firmes.

O preço médio do feijão-carioca voltou a cair em julho, recuando 10,13% em relação a junho, fechando a média mensal em R$  265,01 a saca de 60kg. Para o feijão-preto, variação negativa de 5,45% no último mês, fechando a média mensal em R$179,60 a saca de 60kg. A expectativa do setor é que o mercado reaja com aumento de consumo, contudo, mesmo com promoções de feijão nas gôndolas dos supermercados, não se observa aumento nas compras por parte dos consumidores.

Nesse momento, quando ainda comercializamos a safra 2021/22 de feijão, a preocupação é que os baixos preços praticados atualmente possam reduzir a intenção de plantio por parte dos produtores para a próxima safra. Com os preços da soja em alta, muitos produtores poderão aumentar suas áreas de cultivo do grão em detrimento do feijão primeira safra, concentrando seu plantio de feijão na segunda safra, a partir de janeiro de 2023.

Fonte: Fecoagro com informações Epagri/Cepa



 

Equipe Mais Soja
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