A matocompetição imposta sobre plantas cultivadas pode ocasionar perdas significativas na produtividade da cultura implicando em maior custo de produção e redução da lucratividade.

Plantas daninhas como a Buva (Conyza spp.), capim-amargoso (Digitaria insularis) e o caruru (Amaranthus hybridus) além de apresentarem rápido crescimento e desenvolvimento possuem uma capacidade surpreendente de produção sementes, as quais apresentam dispersão facilitada.

O caruru-branco (Amaranthus hybridus var. patulus) e o caruru-roxo (Amaranthus hybridus var. paniculatus) são as principais espécies de caruru observadas nas lavouras brasileiras. A elevada produção de sementes dessas plantas torna necessário um manejo eficiente dessas daninhas, visando controlá-las antes que completem o ciclo reprodutivo impedindo a disseminação das sementes.

Figura 1. Sementes de Amaranthus hybridus.

Fonte: Supra Pesquisa.

Em vídeo o Professor da UFPR e supervisor do Grupo Supra Pesquisa Alfredo Albrecht destaca que algumas variedades do Amaranthus hybridus podem apresentam resistência a herbicidas como o glifosato ou inibidores da ALS dependendo da região de cultivo. Sendo assim, a produção de sementes dessa planta daninha alimentando o banco de sementes do solo não é uma contribuição desejável para o sistema de produção, principalmente se tratando de variedades resistentes.

Veja também: Controle de Caruru (Amaranthus hybridus) resistente ao glifosato

Além do buscar realizar um controle eficiente dessas plantas daninhas é fundamental o monitoramento e observação dos fluxos de emergência dessas plantas, visando identificá-las no início do desenvolvimento.



Figura 2. Planta de Amaranthus hybridus var. Paniculatus em estádio inicial do desenvolvimento vegetativo.

Fonte: Lorenzi (2014).

Figura 3. Planta Amaranthus hybridus var. patulus em estádio inicial do desenvolvimento vegetativo.

Fonte: Lorenzi (2014).

Embora apresentem semelhanças no estádio vegetativo, a identificação da variedade de Amaranthus é de suma importância para embasar o manejo da daninha. Contudo, seja em áreas de sistema plantio direto ou áreas de plantio convencional, o ideal é não protelar o controla da daninha, esperando que atinja o estádio reprodutivo.

Assim como para as demais plantas daninhas, melhores eficiências de controle do caruru são observadas no início do desenvolvimento da planta. A rotação de mecanismos da ação de herbicidas, assim como o manejo antecipado das plantas daninhas utilizando herbicidas pré-emergentes são alternativas interessantes para o controle.

Confira o vídeo abaixo com as dicas do professor Alfredo Albrecht.


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Referências:

LORENZI, R. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS: PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL. Instituto Plantarum, ed. 7, 2014.

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