A Câmara Temática do Mercosul e Comércio Exterior, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), debateu, nesta terça-feira(14), por meio de videoconferência, “A Importância dos Portos do Rio Grande do Sul para o Agronegócio Gaúcho”. O tema foi apresentado pelo superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS), Fernando Curi Estima. O secretário Covatti Filho abriu a reunião virtual, que foi coordenada pelo diretor de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Seapdr, Ivan Bonetti. Participaram cerca de 70 representantes de setores públicos e privados da cadeia agropecuária do Estado.

O secretário Covatti Filho afirmou que o Porto de Rio Grande é a principal saída de produtos do Estado, por isso a necessidade de ter ações voltadas à melhoria de sua infraestrutura. “É um canal fundamental para o agronegócio e importante para termos evoluções no Mercosul”.

Estima abordou a importância dos portos do Rio Grande do Sul, dos terminais privados, dos terminais concedidos para o agronegócio do Estado. Segundo ele, diferente de outros estados, onde os portos são da União, aqui no Estado existe um convênio de delegação. “Os portos federais são chamados docas, e o nosso é um porto delegado da União para o Estado, via convênio, de operação conjunta. O que permite que o Rio Grande do Sul utilize as estruturas portuárias como uma estratégia de desenvolvimento, tanto para o agronegócio quanto pra todo o restante (polo petroquímico, indústria metal-mecânica, veículos, entre outros)”, explicou.

O superintendente dos Portos RS disse que estão trabalhando no sentido de unificar e aumentar o diálogo e a integração das diferentes políticas públicas. “Porque seguidamente você está fazendo uma política de irrigação, de melhoria de resultados na agricultura e você esbarra na incapacidade de armazenamento ou exportação”. Conforme Estima, na importação também, porque boa parte dos insumos que compõe a indústria de fertilizantes passa pelos portos. “Então, o porto é importante para receber o que fertiliza a terra gaúcha e para conseguir exportar e ganhar o mercado internacional para todos os nossos produtos. Nesse sentido é que a gente está buscando uma integração das políticas públicas entre as secretarias da Agricultura, de Desenvolvimento e de Logística e Transportes”, declarou.

Estima destacou ainda a necessidade de melhoria da eficiência e da competitividade na logística. “Porque se percebe que o estado do Rio Grande do Sul tem uma capacidade produtiva e de pesquisa excelentes, mas a logística tem prejudicado o lucro de produtores, devido aos custos elevados dos pedágios, ou por custos portuários acima dos ideais”.

Para o diretor de Política Agrícola e Desenvolvimento Rural da Seapdr, Ivan Bonetti, o agronegócio gaúcho teve a oportunidade de conhecer, verificar e questionar o trabalho que está sendo realizado nos portos, principalmente no Porto de Rio Grande. “A exportação de produtos agropecuários ultrapassou 12 bilhões de dólares em 2019, e importamos cerca de 2,4 bilhões. Logo, saber que nossos portos são eficientes e competitivos, foi um grande alívio para este setor, que é responsável por 40% do PIB no Estado”.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural – Seapdr

Texto originalmente publicado em:
Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural - Seapdr
Autor: Darlene Silveira - Seapdr

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