As lavouras no Estado estão nas seguintes fases: 2% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 3% em floração, 11% em enchimento de grãos, 12% dos cultivos estão maduros e 72% já foram colhidos.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 83% das lavouras já foram colhidas. Das demais áreas, 7% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 6% em floração, 3% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As lavouras do milho safra colhidas, no geral, apresentaram baixa perda; mas tende a aumentar quando se incluem as lavouras de milho safrinha atingidas pela estiagem, que já apresentam redução do crescimento das plantas e da área foliar.

As chuvas ocorridas na região (dias 18 e 28) ajudaram a melhorar a situação das lavouras de milho safrinha, inclusive possibilitando a continuidade das aplicações de adubação e inseticida para controle da lagarta-rosca. O rendimento atual é de 7.121 quilos por hectare e representa perda de 11% em relação à produtividade inicial. A preocupação dos produtores é em relação à alimentação do gado no período de vazio forrageiro, pois a produção de silagem do milho safrinha resultará em pouca quantidade e baixa qualidade nutricional.

Na de Frederico Westphalen, 94% das lavouras já estão colhidas. Em geral, os híbridos mais precoces apresentaram bom potencial produtivo, variando entre 7.800 e 9.600 quilos por hectare, que representam perdas de até 15%; já as semeadas a partir de meados de setembro apresentam maiores perdas pela estiagem, com redução na produtividade de até 35%. Apesar disso, os grãos colhidos são de boa qualidade.

Na regional de Ijuí, produtores aguardam o final da colheita da soja para a retomada da operação nas lavouras de milho grão. O milho de segundo cultivo evidencia redução de produtividade devido ao tamanho reduzido e à falha na emissão de espigas e no enchimento de grãos.

Na de Erechim, o milho foi colhido em 95% da área plantada. As demais áreas estão em maturação, e colhê-las depende da finalização da colheita de soja. O rendimento alcançado tem chegado a 7.880 quilos por hectare, com perdas de 15%.

Na de Caxias do Sul, as lavouras estão predominantemente na fase de maturação. A colheita foi interrompida para finalizar a da soja. As áreas semeadas mais no tarde e ainda em enchimento de grãos estão sendo fortemente prejudicadas pela estiagem e sofrerão expressiva redução no rendimento em virtude da predominância de tempo seco durante fevereiro e março, período durante o qual ocorreram precipitações apenas no carnaval.



Na de Soledade, 65% das lavouras já foram colhidas. Entre as demais, 10% estão em estágio de desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 16% em enchimento de grãos e 4% em maturação. A estiagem prolongada tem feito as perdas aumentarem nas lavouras tardias, pois as plantas não conseguem crescer por falta de umidade do solo; as mais afetadas são lavouras em florescimento e enchimento de grãos, fases críticas à deficiência hídrica. Em geral, as lavouras apresentam folhas enroladas e com aspecto de murcha. Estima-se até o momento um percentual de perdas de 47%.

Na de Bagé, 75% das lavouras estão colhidas, 6% em maturação, 18% entre floração e enchimento de grãos e 1% em desenvolvimento vegetativo. A sutil recuperação de lavouras ocorrida nas últimas semanas foi interrompida pelo retorno das condições de tempo seco. Esse fator determina variabilidade de rendimento na região. Em áreas que não dispõem de irrigação e acesso às tecnologias, a produtividade tem mantido média de 2.300 quilos por hectare. Já nas regiões irrigadas, as lavouras colhidas chegaram a 7.800 quilos por hectare em Itaqui, Alegrete, Maçambará e São Borja.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a cultura está predominantemente na fase de enchimento dos grãos. A colheita segue. Em Pelotas, 30% das áreas já foram colhidas, em São Lourenço do Sul 25% e em Canguçu, 15%. As produtividades são extremamente baixas, como em Canguçu, de 1.701 quilos por hectare e em São Lourenço do Sul, de 2.090 quilos por hectare.

Na de Porto Alegre, a colheita já atinge 55% das lavouras; nas demais, 4% estão em desenvolvimento vegetativo, 6% em floração, 14% em enchimento de grãos e 21% em maturação. As lavouras têm apresentado diminuição no tamanho das espigas e falhas no enchimento dos grãos, principalmente nas áreas implantadas pós-colheita do tabaco, que se encontram em fase de florescimento e enchimento de grãos. A estimativa de perdas é de 46%. Os produtores seguem solicitando perícias de Proagro.

Na regional de Passo Fundo, 90% das lavouras já foram colhidas, restando 10% em fase de maturação. Na de Lajeado, a estiagem continua intensa, e as perdas no cultivo do milho são crescentes. As últimas chuvas registradas em 29 de março foram de pouca intensidade e não alteraram o quadro de prejuízos já consolidados. Nas lavouras destinadas à produção de grãos, 60% delas foram semeadas de agosto até o início de novembro, período durante o qual a estiagem se configurou; nestas, o rendimento no Vale do Taquari foi de 3.978 quilos por hectare, em relação a estimativa inicial de 6.459 quilos por hectare, representando uma perda de 38%. No Vale do Caí, chegou a 3.582 quilos por hectare, perda de 32%.

Mercado (saca de 60 quilos) 

Segundo o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o milho apresentou preço médio de R$ 45,08/sc. no Estado, com aumento de 0,81% em relação ao da semana anterior.

Na regional de Santa Rosa, o preço está cotado em R$ 44,60/sc.; em Frederico Westphalen, a variação se manteve entre R$ 43,00 e R$ 44,00; na de Pelotas, os preços variaram entre R$ 42,00 e R$ 50,00; na de Erechim, chegou a R$ 45,00; em Passo Fundo, a R$ 44,00; em Ijuí, a R$ 44,19; em Bagé, os preços têm variado entre R$ 41,00 e R$ 56,00. Em Caxias do Sul, o preço permaneceu em R$ 44,50; na regional de Soledade, em R$ 44,00; na de Santa Maria, o preço chegou a R$ 45,50 e em Porto Alegre a R$ 52,00/sc.

Fonte: Emater/RS

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