A comercialização do milho mato-grossense para a safra 18/19 no mês de novembro exibiu um acréscimo de 3,35 p.p., e alcançou 98,75% do total da safra já vendida.

As vendas foram pautadas na alta demanda pelo cereal, grande parte destinada ao consumo interno. Diante disso, o preço médio aumentou 3,38%, fechando a R$ 29,15/sc, ante a outubro e o preço ponderado ficou em R$ 21,70/sc.

No que se refere à safra 19/20, a comercialização do milho futuro também seguiu com negócios a preços atrativos, chegando a uma média mensal de R$ 23,50/sc, ao passo que o ponderado pela safra ficou em $ 22,44/sc.

Dessa forma, a venda do milho no estado para novembro apresentou avanço mensal de 7,13 p.p., alcançando 51,62% já negociados para a safra. Assim, os negócios em Mato Grosso para a nova safra estão 15,32 p.p., adiantados em relação ao mesmo período da safra disponível.

Confira os principais destaques do boletim:

• Com a menor oferta de cereal no estado, o preço do milho mato-grossense exibiu um acréscimo de 2,18% na última semana, ao fechar a saca com preço médio de R$ 30,43.

• A cotação na Bolsa de Chicago para o contrato de mar/20 evidenciou um aumento semanal de 3,25%, devido a incidência de tempestades de neve no Meio-oeste, o que pode vir a comprometer o final da colheita dos Estados Unidos.



• Com um cenário de queda na última semana para o dólar e os prêmios, o preço paridade de exportação para o contrato de jul/20 fechou a com cotação média de R$ 22,16/sc.

• O dólar atingiu os R$ 4,21/US$ na semana passada com decréscimo de 0,61%. O mercado caiu após a divulgação dos dados econômicos da China.

Escoamento:

O Mdic divulgou os dados de exportação referentes ao mês de novembro. Nesse sentido, o Brasil já acumulou um total de 39,13 milhões de toneladas (jan-nov), um volume 70,55% superior que o observado no total em 2018.

Os principais compradores de milho brasileiro, o Japão, Irã e Vietnã, contribuíram com 5,52, 5,10 e 3,56 milhões de toneladas, respectivamente. Um dos principais fatores que proporcionou números recordes foi a moeda norte-americana, aliada à maior demanda pelo cereal no mercado internacional.

Já Mato Grosso, considerado o maior produtor de grãos do país, e por sua vez, de milho, participou com 56,03% do total da produção brasileira destinada ao exterior. Apesar de o share mato-grossense ter reduzido neste ano, o estado conta com uma demanda forte pelo cereal tanto interna quanto externa.

Diante disso, é importante ressaltar que, mesmo com as exportações em alta, a demanda interna segue firme, reforçando a importância do cereal neste ano.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Imea
Autor: IMEA

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