O leiteiro ou amendoim-bravo é uma planta daninha pertencente à família Euphorbiaceae. No texto de hoje vou mostrar alguns trabalhos que, resultaram em controle eficaz dessa planta daninha.

Planta adulta de Euphorbia heterophylla (leiteiro/amendoim-bravo).

Controle de leiteiro na cultura da soja

Ramires et al. (2010) estudaram o controle de leiteiro com herbicidas aplicados em pós-emergência da planta daninha (1 a 3 folhas). Controles acima de 90% foram obtidos nos tratamentos de:

  • glyphosate (480 g e.a. ha-1);
  • cloransulam + glyphosate (30,24 g i.a. ha-1 + 480 g e.a. ha-1);
  • chlorimuron + glyphosate (12,50 g i.a. ha-1 + 480 g e.a. ha-1); 
  • imazethapyr + glyphosate (80 g e.a. ha-1 + 480 g e.a. ha-1);
  • glyphosate (960 g e.a. ha-1);
  • cloransulam + glyphosate (30,24 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • chlorimuron + glyphosate (12,50 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1); 
  • imazethapyr + glyphosate (80 g e.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • fomesafen + glyphosate (62,50 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • lactofen + glyphosate (72 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • flumiclorac + glyphosate (30 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • bentazon + glyphosate (480 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1).

Fonte: Ramires et al. (2010).

Já quando a aplicação foi realizada com o leiteiro com 4 a 6 folhas, os tratamentos com mais de 90% de controle foram reduzidos. Apenas os seguintes tratamentos foram eficazes:

  • glyphosate (960 g e.a. ha-1);
  • chlorimuron + glyphosate (12,50 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1); 
  • imazethapyr + glyphosate (80 + 960 g e.a. ha-1);
  • fomesafen + glyphosate (62,50 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • lactofen + glyphosate (72 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1);
  • bentazon + glyphosate (480 g i.a. ha-1 + 960 g e.a. ha-1).

Notem que, quando realizamos as aplicações com a planta daninha em um estádio mais avançado de desenvolvimento, o número de tratamentos eficazes é reduzido. Outra conclusão que podemos observar pelo trabalho é que, temos diversos mecanismos de ação que podemos aliar ao glyphosate para fazer o controle.

No trabalho os autores associaram o glyphosate com herbicidas pertencentes aos Inibidores da ALS (chlorimuron, cloransulam e imazethapyr), com os Inibidores da PROTOX (fomesafen, lactofen e flumiclorac) e com os Inibidores do FSII (bentazon).

Plântula de Euphorbia heterophylla (leiteiro/amendoim-bravo).

Controle de leiteiro na cultura do algodão

Braz et al. (2011), estudaram o controle de leiteiro na cultura do algodão, com herbicidas aplicados quando as plantas daninhas estavam com 2 a 4 folhas e 4 a 6 folhas.

Controles acima de 90% foram obtidos nos tratamentos de:

  • glufosinate (500 g i.a. ha-1);
  • glyphosate (648 g e.a. ha-1);
  • glyphosate (972 g e.a. ha-1);
  • glufosinate + pyrithiobac (400 + 16,8 g i.a. ha-1);
  • glyphosate + pyrithiobac (648 + 16,8 g i.a. ha-1).

Fonte: Braz et al. (2011).

Já, quando a aplicação foi realizada com o leiteiro com 4 a 6 folhas, apenas o glyphosate na dose de 972 g e.a. ha-1 obteve controle de 100%.

Conclusão

O manejo de plantas daninhas exige a integração de todos os métodos de controle. Além disso, é importante que quando utilizarmos o controle químico, façamos a rotação dos mecanismos de ação dos herbicidas. Diversos produtos mostram um controle eficaz do leiteiro, seja em pré ou pós-emergência da planta daninha. O ideal é sempre realizar o controle com a planta pouco desenvolvida.

Gostou do texto? Tem mais dicas e informações sobre como controlar o leiteiro? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Giraldeli. Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar), Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ) e especialista em Agronegócios. Atualmente sou professora da UNIFEOB.

 

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