Dentre as doenças que afetam a cultura da soja encontra-se o mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que pode gerar grandes perdas de produtividade na cultura.


INFOS + Soja – Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) em soja


O mofo-branco é uma das mais antigas doenças da soja, ocorrendo em diversas regiões produtoras do Brasil. A doença teve rápido crescimento na cultura da soja nos últimos anos, ocasionando perdas de até 70% na produtividade. Furlan (2005) cita que, em condições de clima favorável para o desenvolvimento do fungo, uma lavoura pode sofrer, em média, perdas que podem variar de 30% a 100 % em períodos chuvosos e quando não forem tomadas medidas preventivas de controle. Na soja, a maior incidência vai da floração plena (estádio R2) ao início da formação de grãos (estádio R5).

Para um manejo eficiente do mofo branco, a adoção de culturas não hospedeiras e formação de palhada são fatores que devem ser adotados, assim como rotação de cultura, para minimizar a pressão da doença e facilitar o controle químico/biológico, evitando perdas de produtividade.


Leia também: Micélio dormente de mofo-branco em sementes de soja


Pensando nisso, em trabalho apresentado e publicado nos anais da 37ª Reunião de Pesquisa de Soja, seção de fitopatologia, os pesquisadores Galdino, J.V.; Moresco, E.; Senger, M.; Briega, A.H.; Oliveira, L.S.; Kaminski, M.R.; Moresco, F.M.; Silva, P.D.S.; Souza, K.C.; Luz, B.C.; Felde, R.E.C. e Brigola, L.A.B. realizaram um trabalho intitulado “Eficiência agronômica do controle químico para mofo-branco na cultura da soja”, com o objetivo de avaliar a eficiência agronômica do controle químico para controle do mofo-branco, e seu efeito em relação à produtividade na cultura da soja.

Confira alguns dos resultados desses autores nas tabelas abaixo.

Severidade da doença em avaliações realizadas em R5.1 e R5.3.

Fonte: Galdino et al., (2019).

 Severidade da doença em R.6 e área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD).

Fonte: Galdino et al., (2019).

 Produtividade e peso de mil sementes da soja e massa de escleródios do fungo.

Fonte: Galdino et al., (2019).

Para acessar o trabalho completo clique aqui.




Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja. 

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