A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma audiência pública convocada pela Comissão Geral para debater a utilização de defensivos na segunda (16), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O coordenador de Tecnologia da CNA, Reginaldo Minaré, foi um dos expositores do debate e destacou a importância do uso racional dos defensivos pelos produtores rurais brasileiros.

“Não existe país que tenha uma agricultura minimamente razoável que não faça uso de pesticidas. Junto com os fertilizantes, sementes produtivas e as máquinas agrícolas, eles constituem a base da agricultura mundial hoje”, disse.

Segundo ele, dados da FAO apontam que o agricultor brasileiro utiliza menos produto por hectare do que países como Itália, Chile, Bélgica, Holanda, Japão e China.

“O agricultor brasileiro não faz diferente do que o agricultor mundial faz. Ele utiliza, e de forma bastante racional, esses produtos, que são caros. Quanto mais defensivos o agricultor compra, menos margem de lucro ele tem. Então, não utiliza por capricho. Utiliza por necessidade”, destacou.

A entidade também defendeu a aprovação do substitutivo ao Projeto de Lei 6.299, de 2002, que modifica o registro de defensivos no Brasil. De acordo com Minaré, a legislação atual estabeleceu um ritmo moroso para a aprovação de novos produtos e dificulta o acesso de produtores de pequenas culturas – como hortaliças e frutas -, além de encarecer os custos de produção.

“É uma mudança esperada pelo setor, principalmente para que faça chegar aos agricultores mais produtos genéricos, que diminuam o custo de produção. Além disso, vai proporcionar mais celeridade e fazer renascer a disposição para o investimento na criação de novas empresas no Brasil”, afirmou o coordenador de Tecnologia da CNA.

Fonte: CNA

Texto originalmente publicado em:
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
Autor: CNA

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