Na Argentina, as principais áreas produtoras de soja concentram-se na região central do país, abrangendo o norte da província de Buenos Aires (BA), Córdoba (CB), Santa Fé (SF) e Entre Rios (ER). Essas províncias caracterizam-se pelo clima temperado e solos férteis, fatores que favorecem o desenvolvimento da cultura. Outras regiões, como Chaco, Santiago del Estero (SE) e Tucumán (TM), também contribuem para a produção nacional, embora em menor escala.

Ao analisar o manejo da cultura, Di Mauro et al. (2018) utilizaram uma base de dados de lavouras de soja de primeira safra (n = 15.522) e segunda safra (n = 7.112) na região central, com produtividades variando de 1,6 a 5,1 t ha-1. O estudo ressalta que a data de semeadura foi o principal fator de distinção entre lavouras de alta e baixa produtividade. Identificou-se o dia 25 de novembro como a data limite; após esse período, ocorrem perdas acentuadas de rendimento. Vale destacar que essa informação é particularmente válida para cultivos de sequeiro ou com limitação hídrica.

Por outro lado, Vitantonio-Mazzini et al. (2020), trabalhando com um banco de dados com variações de produtividade entre 1,6 a 7,2 t ha-1. identificaram perdas de rendimento em semeaduras realizadas a partir de 30 de outubro. Nesse cenário, a redução foi de 39 kg ha-1 por dia de atraso. Esses dados focam em lavouras irrigadas ou com lençol freático próximo à superfície, onde a deficiência hídrica é pequena ou nula.

Em resumo, na Argentina, a data de semeadura é um dos fatores determinantes para a produtividade da soja. Isso evidencia a importância de ajustar o calendário de plantio e a escolha dos cultivares como estratégias para maximizar a produção, considerando as condições climáticas, os sistemas produtivos e as características geográficas de cada região. Na Figura 1, apresentam-se as perdas diárias de produtividade (kg ha-1 dia-1) decorrentes do atraso na semeadura.

Figura 1. Área de cultivo de soja na Argentina com a data ótima para a semeadura de soja e perda diária de produtividade em semeaduras após a data ótima em ambientes de sequeiro. A área delimitada é baseada em condições agroclimáticas semelhantes em regiões específicas produtoras de soja.
Fonte: Equipe Field Crops

Referências bibliográficas.

DI MAURO, G. et al. Environmental and management variables explain soybean yield gap variability in Central Argentina. European Journal of Agronomy, v. 99, p. 186–194, 2018. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030118300947 >, acesso: 21/12/2025

VITANTONIO‐MAZZINI, L. N. et al. Sowing date, genotype choice, and water environment control soybean yields in central Argentina. Crop Science, v. 61, n. 1, p. 715–728, 2020. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/csc2.20315 >, acesso: 22/12/2025

WINCK, J. E. M. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025

 

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