Em vídeo divulgado no canal do YouTube Physioatac Consultoria, o pesquisador e Engenheiro Agrônomo Gabriel Schaich comentou sobre os efeitos do clima, especialmente a falta de água na cultura da soja, pensando-se principalmente na fisiologia da cultura.

Gabriel destacou que a água é um substrato extremamente importante para a vida da soja, pois ao transpirar, ou seja, absorver a água pela raiz e eliminar pelas folhas, a planta consegue manter a sua temperatura ideal,ou próxima à temperatura ideal de funcionamento.


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Contudo, quando há falta de água no solo, a planta começa a aquecer, e a forma que ela utiliza para se refrigerar é através do vento, mas quando esse vento também está quente, a planta atingirá uma temperatura mais elevada da mesma forma, não conseguindo regular sua temperatura por transpiração, que é o ideal quando a água vem do solo, utilizando apenas o vento para regular sua temperatura, o que também é chamado de convecção,  ressaltou o pesquisador.

Essa condição onde a única forma de refrigeração da planta é por meio do vento não é o ideal, pois quando falta água a planta começa a esquentar, e quando ela esquenta demais acaba perdendo parte de suas características funcionais.

Mas como podemos resolver esse problema?

Conforme destacado pelo pesquisador, nada substitui a água no sistema, não existe outra forma de suprir com outro elemento a função que é da água. O que podemos fazer é tornar a planta mais eficiente no uso da água, produzindo mais com menos água disponível e a nutrição tem um papel fundamental nesse quesito.

Um dos pontos que pode-se identificar no sistema é a compactação do solo, que pode ser avaliada através do uso de um penetrômetro de solo, que consegue identificar as camadas do solo que possuem algum nível de compactação e pode ser uma ferramenta importante para a tomada de decisão, seja para escarificar ou regular o comprimento do escarificador, a fim de melhorar as condições do solo, proporcionando com que as raízes consigam alcançar a água em maior profundidade.

Caso não se tenha um equipamento como esse disponível, o pesquisador coloca que existem produtos que são ofertados para a redução do estresse abiótico, como os biofertilizantes e aminoácidos. Esse tipo de produto pode ser utilizado para que a planta possa sobreviver em um intervalo maior de seca, sendo que os L-aminoácidos são mais utilizados em um período após a seca, onde a planta ficou debilitada mas teve uma chuva, nesse caso esses produtos entrariam para estimular essa planta, reduzindo o estresse pelo qual ela já passou.

Por outro lado, os biofertilizantes ou bioestimulantes, correlacionados à estruturação pré-estresse, têm apresentado melhores respostas quando aplicados antes do estresse, para preparar a planta para esses eventos.

Dessa forma, para resumir, de acordo com observações a campo, a dica do pesquisador é de que se utilize os biofertilizantes antes de que ocorra um estresse hídrico e os aminoácidos depois do estresse, para que a planta sofra menos com a falta d’água.

Confira o vídeo completo abaixo. 



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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