Um manejo fitossanitário eficiente é essencial para obtenção de boas produtividades de soja. Várias doenças podem incidir sobre a cultura, reduzindo seu potencial produtivo e interferindo negativamente na produtividade e qualidade dos grãos ou sementes.

Dentre os métodos de controle mais utilizados para promover controle de doenças em soja, o uso de fungicidas se destaca, entretanto, com a vasta variedade de produtos e diferentes condições de manejo e sistema, indagações como qual fungicida utilizar e quando utilizar são recorrentes no manejo fitossanitário da soja.

Cabe destacar independente da doença, o monitoramento da área de cultivo é o primeiro passo para um manejo eficiente. Áreas com histórico de ocorrência de doenças devem receber atenção especial, principalmente se tratando de doenças fungicas.

Contudo, diferentes doenças exigem manejo distintos. Algumas doenças necessitam de manejo mais preventivo como é o caso da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi). Sendo assim, além da escolha do produto, a definição do momento de aplicação é essencial para proporcionar um eficiente controle. Visando definir práticas de manejo, o uso de escalas fenológicas pode ser de grande valia para a identificação dos estádios da cultura, sendo a escala mais utilizada para a cultura da soja, a escala proposta por Fehr & Caviness em 1977.



Quadro 1. Descrição dos estádios do desenvolvimento vegetativo da soja, com base na escala fenológica de Fehr & Caviness (1977).

Nó cotiledonar não é considerado. Nós unifoliolares são considerados como um nó, já que são opostos e ocupam a mesma altura no caule. Uma folha é considerada completamente desenvolvida quando os bordos dos trifólios da folha seguinte (acima) não mais se tocam (Farias; Nepomuceno; Neumaier, 2007).
Fonte: Farias; Nepomuceno; Neumaier (2007).

Quadro 2. Descrição dos estádios do desenvolvimento reprodutivo da soja, com base na escala fenológica de Fehr & Caviness (1977).

Caule significa a haste principal da planta. Últimos nós se referem aos últimos nós superiores. Uma folha é considerada completamente desenvolvida quando os bordos dos trifólios da folha seguinte (acima) não mais se tocam (Farias; Nepomuceno; Neumaier, 2007).
Fonte: Farias; Nepomuceno; Neumaier (2007).

Embora nem todas as plantas alcancem o mesmo estádio de desenvolvimento ao mesmo tempo, o estádio é definido quando 50% ou mais das plantas da área de cultivo apresentaram o mesmo estádio de desenvolvimento.

Com relação ao estádio de aplicação e posicionamento de fungicidas, segundo Marcelo Madalosso, o uso de carboxamidas pode ser uma excelente opção, principalmente quando utilizadas “no início do programa de proteção de plantas”.

A aplicação de carboxamidas no período vegetativo, onde “as folhas estão abertas” e o produto apresenta maior facilidade para atingir as folhas do terço inferior, promove maior proteção à planta contra doenças. Outro fato observado a campo por Madalosso, é que o uso de carboxamidas promove maior longevidade de folhas do baixeiro da planta, “o Baixeiro demora mais para trocar de cor (folhas ficarem cloróticas)” o que possibilita maior tempo de produção de fotoassimilados, os quais podem ser destinados para o enchimento de grãos.

Figura 1. Sugestão do posicionamento de carboxamidas no manejo fitossanitário da soja.

Adaptado: Agro Bayer Brasil.

Madalosso destaca que mesmo sem pressão de doenças, o uso de carboxamidas se mostrou eficiente no aumento da produtividade da soja, em comparação a lavouras que não utilizaram carboxamidas. “Respostas de quase 45% superior em produtividade com o uso de carboxamidas, mesmo com baixa pressão de doenças”. O uso de fungicidas mesmo em condições de déficit hídrico ou baixa pressão de doenças foi  essencial para a obtenção de melhores produtividades e redução do estresse vegetal.


Veja também: Fungicidas em períodos de déficit hídrico: aplicar ou não?


Confira as dicas do professor Marcelo Madalosso.


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Referências:

AGRO BAYER BRASIL. OÍDIO. Disponível em: <https://www.agro.bayer.com.br/alvos/oidio#tab-4>, acesso em: 30/10/2020.

FARIAS, J. R. B.; NEPOMUCENO, A. L.; NEUMAIER, N. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Embrapa, Circular Técnica, n. 48, 2007.

FEHR, W.R.; CAVINESS, C.E. STAGES OF SOYBEAN DEVELOPMENT. Ames: Iowa State University, (Special Report, 80), 12p. 1977.

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