O caruru (Amaranthus hybridus) é uma das plantas daninhas mais preocupantes das áreas de produção de soja. O rápido crescimento da daninha, aliada a elevada produção de sementes torna o caruru uma planta persistente nas lavouras brasileiras. A dispersão facilitada de sementes, alimenta o bando de sementes do solo, proporcionando inúmeros fluxos de emergência dessa planta daninha.

O Amaranthus hybridus var. paniculatus e o Amaranthus hybridus var. patulus são as duas principais variedades de A. hybridus encontradas nas lavouras brasileiras. A planta daninha apresenta difícil controle pois seu crescimento é rápido e possui populações como resistência conhecida a herbicidas como o glifosato e inibidores da ALS.

Figura 1. Da esquerda para a direita: Amaranthus hybridus var. paniculatus e Amaranthus hybridus var. patulus.

Adaptado: Lorenzi (2014).

Em vídeo, Mário Bianchi, Pesquisador da CCGL, explica que o Caruru diferentemente da Buva (Conyza ssp.), é uma planta daninha de pré e pós emergência na cultura da soja, sendo assim, é necessário pensar em um manejo que proporcione controle eficiente dessa planta daninha, visando reduzir sua densidade populacional e matocompetição com a cultura da soja.

Veja também: Controle de Caruru (Amaranthus hybridus) resistente ao glifosato

Bianchi destaca que é fundamental trabalhar com herbicidas pré-emergentes no controle de caruru, “entre eles: herbicidas a base de SMetolacloro; Metribuzin; Flumioxazina; Sulfentrazone; Clorimuron; Diclosulan e Imazetapir”, herbicidas com controle eficiente dessa planta daninha.



Entretanto, o pesquisador enfatiza que nos casos de resistência do caruru a inibidores da ALS, Clorimuron; Diclosulan e Imazetapir devem ser substituídos e/ou associados a outros herbicidas para conferir um controle eficiente do caruru. Mário chama atenção para o controle em pré-emergência, sendo que com a elevada produção de sementes do caruru, esse controle é uma das opções mais eficientes para manejar a planta daninhas sem maiores consequências da matocompetição.

Bianchi destaca que além do uso de pré-emergentes, o monitoramento da lavoura visando identificar plantas de caruru é essencial, principalmente no início do desenvolvimento da soja, visto que o caruru apresenta rápido crescimento e seu controle em estádios mais avançados do desenvolvimento pode não promover a eficiência desejada.

Confira o vídeo abaixo com as dicas do Pesquisador da CCGL Mário Bianchi.


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Referências:

LORENZI, R. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS: PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL. Instituto Plantarum, ed. 7, 2014.

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