O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou nesta segunda-feira os dados de semeadura e das condições da lavoura para a safra de milho 2019/20. Como informado no relatório, seguindo os firmes avanços registrados nas semanas anteriores, a semeadura alcança os 93% da área estimada a ser plantada, ficando 4% acima da média dos últimos cinco anos.

Assim, com a maior intenção dos produtores em aproveitar o clima favorável que se dá no momento, os trabalhos a campo seguem para a fase fina. Além disso, o Departamento apresentou que 47% das lavouras estão com semeadura feita na janela ideal e as condições climáticas positivas apresentadas até o momento devem beneficiar para que o país tenha uma safra sólida ante a safra passada.

Confira os principais destaques do boletim:

• O Indicador Imea – MT recuou novamente na média semanal após início da colheita de segunda safra e queda do dólar, fechando a sexta-feira em R$ 36,72/sc, redução de 2,70% ante a semana passada.

• Na B3, o contrato do milho finalizou a semana em queda de 2,64%, cotado a R$ 45,40/sc, após forte pressão no preço do dólar.

• O dólar se desvalorizou com o afrouxamento da quarentena no mundo e encerrou a semana cotado à média de R$ 5,37/US$, queda de 5,03% em relação à semana passada.

• A colheita no estado avançou de forma tímida na última semana, apresentando acréscimo de 0,89 p.p. em relação à semana passada, estimado agora em 1,58% da área de MT colhida.

Safra de milho:

O Imea divulgou a 4ª estimativa da safra 2019/20, trazendo reajustes para a produtividade e produção do cereal para Mato Grosso. Desta forma, a melhora nos acumulados de chuva em grande parte das regiões do estado, contribuiu para o desenvolvimento final dos grãos e a ligeira elevação de 0,46% na produtividade, quando comparado com o último relatório (que passava por maiores preocupações com a lavoura) e foi estimada em 105,46sc/ha para o estado.

Assim, apesar de a safra atual indicar um resultado inferior ao registrado na safra 2018/19, o acumulado da produção deve superar em 599 mil toneladas a safra passada, na qual finalizou com 32,26 milhões de toneladas.

Portanto, com este resultado de 32,86 milhões de toneladas, a safra 2019/20 se posiciona como a maior produção da série histórica do Instituto, apresentando um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 2,10% para o período quinquenal (desde a safra 2014/15) que teve produção estimada em 26,19 milhões de toneladas.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Imea
Autor: IMEA

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