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Imea divulgou a comercialização da pluma em MT para as safras 19/20 e 20/21

O Imea divulgou a comercialização da pluma em MT para as safras 19/20 e 20/21. Com isso, para a safra que está no campo (19/20), as negociações chegaram a 78,42% da produção vendida, avanço de 0,27 p.p. em relação ao último relatório.

Com a previsão de início da colheita na segunda quinzena de junho e grande parte da safra negociada, os produtores aguardam os resultados das lavouras para realizarem novos contratos. No que tange à safra futura (20/21), as vendas avançaram 2,26 p.p. em relação a abril, alcançando 32,45% da produção já vendida.

No entanto, pela primeira vez as negociações ficaram atrás das da safra passada, 3,83 p.p. de diferença em relação à safra 19/20. Isso é reflexo da desaceleração econômica mundial e das incertezas da retomada da demanda por parte da indústria têxtil. Para junho, com o dólar recuando e os preços da pluma se recuperando lentamente, o produtor poderá ter preço pouco atrativo para negociar a sua produção.

Confira agora os principais destaques do boletim:

• Com um pequeno avanço de 0,60% em relação à semana passada, o preço Imea-MT fechou em R$ 83,76/@ na média do estado.

• Mesmo com a desvalorização da moeda norte-americana, a paridade de exportação para o contrato jul/20 avançou 0,47% nesta semana, devido à alta na cotação da pluma na Bolsa de NY.

• Em meio ao cenário externo mais otimista, devido aos dados de criação de emprego nos Estados Unidos, o dólar recuou 3,94% nesta semana, ficando cotado a R$ 5,16/US$.

• Em Mato Grosso os subprodutos de algodão apresentaram valorização semanal de 0,05%, 1,48% e 2,0%, cotados a R$ 621,81/t, R$ 662,05/t e R$ 2.562,02/t, para caroço, torta e óleo, respectivamente

Escoamento:

As exportações da pluma brasileira têm se destacado nos últimos anos e ganhado espaço no mercado internacional. Assim, analisando o acumulado para a safra 18/19 (ago/19 a mai/20), o Brasil foi responsável por 21,10% das exportações mundiais, enviando ao exterior cerca de 1,81 milhão de toneladas da fibra.

Já o principal concorrente do país, os EUA, reduziu o seu share mundial em 8,10 p.p. no comparativo com a safra 17/18. Isso porque o país ficou durante dois anos em guerra comercial com a gigante têxtil (China) e perdendo mercado para outros países.

No entanto, com a assinatura do acordo sinoamericano no início deste ano, aliada à menor disponibilidade do algodão brasileiro, os envios americanos têm se mantido aquecidos. Por fim, a China afirma que irá cumprir com o tratado, embora na última semana as tensões entre os países tenham aumentado e os chineses não compraram produtos norte-americanos.


Equipe Mais Soja
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