O Imea divulgou a segunda estimativa de 2019 para oferta e demanda de pluma para as
safras 17/18 e 18/19, trazendo revisões principalmente para a safra que está sendo colhida.

Na safra 17/18, o Instituto manteve quase todos os dados, com exceção do consumo da pluma em MT, além do estoque final da fibra. Já para a safra 18/19, a oferta foi atualizada para 1,85 milhão de toneladas, devido ao aumento na estimativa de produção para a safra.

No lado da demanda, ainda na expectativa de uma melhora na economia brasileira no segundo semestre de 2019, aliado ao progresso na tramitação da reforma da previdência, a expectativa do consumo de outros estados foi revisada para 562,1 mil toneladas, aumento de 6,7% em relação à safra 17/18.

Desse modo, com os reajustes na oferta e na demanda de algodão, a expectativa é de que os estoques finais da safra 18/19 fiquem em 2,0 mil toneladas. Acesse aqui.

Confira os principais destaques do boletim: 

• Com a desvalorização na bolsa de Nova York (ICE) nesta semana, as paridades de exportação para os contratos de dez/19 e jul/20 caíram 6,45% e 5,14%, ficando cotadas a um preço médio semanal de R$ 80,45/@ e R$ 89,36/@, respectivamente.

• Devido à aprovação do texto principal da reforma previdenciária, a moeda norteamericana recuou 1,65% em relação à semana anterior e ficou cotada a um valor médio de R$ 3,77/US$.



• Os subprodutos mato-grossenses tiveram um declínio de 1,67%, 2,49% e 5,14%, a um preço médio semanal de R$ 386,40/t, R$ 499,40/t e R$ 1.980,78/t, para o caroço, torta e óleo, respectivamente.

• Ainda em ritmo lento a colheita de algodão em Mato Grosso avançou 3,61 p.p. até sexta-feira (12/07), alcançando assim 7,15% da área colhida até o momento.

DESPESAS EM QUEDA:

Os custos de produção do algodão mato-grossense para a safra 19/20 apresentaram um pequeno recuou no mês de junho. Segundo os dados do Imea, as despesas dentro da porteira caíram 0,19%, além do custo variável, o custo operacional acompanhou o mesmo ritmo de desvalorização em relação ao mês de maio. Sendo assim, o gasto do produtor com a safra passou a ser de R$ 8.938,44/ha (custo variável) e R$ 9.129,56/ha (custo operacional).

Essa redução é reflexo da baixa da moeda norteamericana que contribuiu, principalmente, com os insumos que são cotados pelo dólar. Neste cenário, o cotonicultor precisa vender sua pluma a um preço médio de R$ 77,73/@ para que consiga cobrir pelo menos seus custos variáveis.

Olhando de uma forma geral os gastos em 2019, essa é a primeira estimativa no ano que as despesas recuaram, porém, o produtor deve continuar atento as suas contas e a variação do mercado, principalmente, à cotação do dólar.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Imea
Autor: IMEA

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