O processo de inoculação com bactérias do gênero Bradyrhizobium e coinoculação com bactérias do gênero Azospirillum em soja já fazem parte da realidade de muitos sojicultores brasileiro. Segundo GITTI (2016), o processo de inoculação proporciona o nitrogênio suficiente para produtividade médias de 3600 kg.ha-1 de soja, através do processo de simbiose entre planta e bactéria, que realiza a fixação biológica de nitrogênio. Já a coinoculação com bactérias do gênero Azospirillum atua principalmente na promoção do crescimento radicular das plantas, proporcionando maior volume de raízes e consequentemente maior absorção de água e nutrientes do solo.
Mas você sabe como é desenvolvido o inoculante e coinoculante?
Em vídeo, no canal “Embrapa – Radar da Tecnologia Soja” pesquisadores da Embrapa explicam os principais fundamentos do processo de produção do inoculante e coinoculante. Conforme destacado em vídeo, tudo se inicia pela seleção das bactérias e estirpes, sendo que a seleção de uma estirpe pode levar de “5 a 6 anos”.
Após a seleção de estripe, o próximo passo é a realização de ensaios em casas de vegetação, visando observar o comportamento das bactérias, seu desenvolvimento e adaptação. Está etapa auxilia na seleção de estirpes para o próximo passo que são os ensaios a nível de campo.
Veja também: Inoculação não dá trabalho, dá nitrogênio…
A Embrapa conduz os ensaios a nível de campo em todas as regiões produtoras de soja do Brasil, a fim de avaliar a adaptabilidade e eficiência das bactérias. No caso do Bradyrhizobium a principal contribuição da bactéria para a planta é a formação de nódulos e fixação biológica de nitrogênio, já para bactérias do gênero Azospirillum, a promoção do crescimento radicular através da produção de fito-hormônios é a principal contribuição para a soja, entretanto, em forrageiras como a Braquiária, além do aumento de massa seca, os pesquisadores observaram que a utilização da bactéria também promove aumento no teor de proteína da forragem.
Figura 1. Raízes de soja com nodulação.
Figura 2. Ensaio em casa de vegetação com plantas inoculadas com Azospirillum spp.

Após a seleção de estirpes eficientes, o processo de produção do inoculante passa para nível industrial para produzir um produto que possa ser utilizado pelos agricultores. Na indústria, as bactérias são multiplicadas, rigorosamente monitoradas para evitar a presença de contaminantes e posteriormente armazenadas sob forma de quarentena, para posterior análise e comercialização.
Os pesquisadores destacam que com a adoção da inoculação e coinoculação na cultura da soja, ganhos médios de 16% de produtividade são observados. Em nível de lavoura, agricultores do Paraná observaram o aumento médio de R$ 390,00 quando utilizada a inoculação e coinoculação na lavoura de soja.
Confira o vídeo abaixo e veja como são feitos os inoculante, coinoculante e as contribuições que seus usos podem trazer para sua lavoura.
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Referências:
GITTI, D. C. INOCULAÇÃO E COINOCULAÇÃO NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, 2016.