InícioDestaqueManejo da buva: Atenção para o controle dos fluxos de emergência

Manejo da buva: Atenção para o controle dos fluxos de emergência

As plantas do gênero Conyza, conhecidas como buva, são encontradas em praticamente todo o território nacional, assumindo papel de planta daninha em diversas culturas agrícolas. Os danos variam em função da densidade populacional e do período em que infestam a lavoura.

Matocompetição

Em soja, resultados de pesquisas demonstram que, sob a densidade populacionais de 1 planta m-2, perdas de produtividade de até 14% podem ser observadas. Dependendo da população de plantas de buva, perdas de produtividade de até 80% podem ocorrer na cultura (Barroso & Murata, 2021).

Produção e dispersão de sementes

A buva se reproduz por sementes. A maioria das espécies, incluindo as de importância econômica (Conyza bonariensis, Conyza canadensis e Conyza sumatrensis) apresentam elevada capacidade em produzir sementes. O número de sementes varia de 100 a 200 mil por planta, que pode chegar a mais de 300 mil sementes, e podem ser dispersas através do vento e também maquinários, como a colhedora (HRAC-BR, 2021).

Figura 1. Inflorescência e sementes de Conyza bonariensis.
Foto: Lorenzi et al. (2014)
Fluxos de emergência

As sementes dispersas no solo, passam a integrar o banco de sementes do solo, germinando sob condições adequadas de temperatura, umidade de luminosidade. As sementes de buva são consideradas fotoblásticas positivas, ou seja, necessitam de luz para germinar. Nesse sentido, normalmente os maiores fluxos de emergência dessa planta daninha são observados em áreas com pouca cobertura do solo.


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Manejo

Visando reduzir as infestações de buva, o manejo e controle dessa planta daninha não se deve concentrar apenas no controle pós-emergente durante a safra, mas também, em ferramentas de manejo como o controle pré-emergente, a boa cobertura do solo e o controle na entressafra das culturas agrícolas.

No geral, recomenda-se que o controle em pós-emergência das plantas daninhas seja realizado com plantas de buva até seis folhas  (Schneider; Rizzardi; Bianchi, 2019), dando preferência para o controle inicial, até 5 cm de estatura. Além disso, visando reduzir os fluxos de emergência dessa planta daninha, é fundamental trabalhar com herbicidas pré-emergentes.


Veja Mais: Qual a relação entre eficiência de controle e o tamanho da buva?


Os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente no banco de sementes do solo, inibindo a germinação das sementes, reduzindo consequentemente os fluxos de emergência da buva. Não menos importante, principalmente durante o período entressafra, é essencial trabalhar com plantas de cobertura e/ou com a rotação de culturas, visando possibilitar a boa cobertura do solo, reduzindo também os fluxos de emergência da buva.

Essas orientações são fundamentais não só para a redução o fluxo de emergência da buva, como também para o manejo da resistência dessa planta daninha a herbicidas, possibilitando o melhor estabelecimento da cultura agrícola no limpo.

Confira o vídeo abaixo com as dicas do professor e pesquisador Alfredo Albrecht.


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Referências:

BARROSO, A. A. M; MURATA, A. T. CONTROLE DE ESPÉCIES RESISTENTES AO GLIFOSATO. Matologia: estudos sobre plantas daninhas, 2021. Disponível em: < https://b578feeb-308f-4d9a-b48a-05125a3bf347.filesusr.com/ugd/1a54d2_6bdc1f90aa6b47f6bb787706b381084e.pdf?index=true >, acesso em: 11/06/2024.

HRAC-BR. Conyza spp. (buva): CONHEÇA AS CARACTERÍSTICAS DA PLANTA DANINHA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2021. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/conyza-spp-buva-conhe%C3%A7a-as-caracter%C3%ADsticas-da-planta-daninha >, acesso em: 11/06/2024.

SCHNEIDER, T.; RIZZARDI, M. A.; BIANCHI, M. A. DESEMPENHO POR ESTATURA: NO CONTROLE QUÍMICO DA BUVA RESISTENTE AO GLIFOSATO, O RESULTADO DA APLICAÇÃO DE HERBICIDAS PODE VARIAR DE ACORDO COM O TAMANHO DA PLANTA DANINHA. Revista Cultivar, 2019. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/desempenho_por_estatura.pdf >, acesso em: 11/06/2024

Equipe Mais Soja
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