Assim como as demais culturas agrícolas, o trigo está sujeito a inúmeras interferências no seu ciclo de desenvolvimento, sendo que uma das principais é a competição de plantas daninhas com o trigo por água, nutrientes do solo e radiação solar. Embora a semeadura do trigo ocorra “no limpo”, diminuindo a interferência das plantas daninhas com a cultura no período inicial do seu desenvolvimento, algumas plantas daninhas como Buva e Nabo causam certa preocupação em algumas áreas de cultivo do trigo por apresentarem grandes fluxos de emergência.

Conforme determinado por Agostinetto et al. (2008), o período total de prevenção a interferência (PTPI) para o nabo e azevém na cultura do trigo compreende da emergência até aproximadamente 24 dias após a emergência (figura 1). Segundo Agostinetto et al. (2008), medidas de controle dessas planta daninhas devem ser tomadas de 12 a 24 dias após e emergência para evitar perdas significativas de produtividade do trigo.

Figura 2. Definição dos períodos de controle e de convivência de plantas de azevém e nabo na cultura do trigo, com base na produtividade de grãos. CAP/UFPel, Capão do Leão-RS, 2006. 1 – Período anterior à interferência; 2 – Período crítico de prevenção da interferência; 3 – Período total de prevenção da interferência.

Fonte: Agostinetto et al. (2008).

Em vídeo, o professor da Universidade Federal do Paraná e integrante do Grupo Supra Pesquisa Alfredo Albrecht destaca que além da aveia, a buva a o nado são encontrados com facilidade nas lavouras tritícolas.


Dentre as opções disponíveis para controle dessas plantas daninhas, segundo Alfredo, a melhor é a utilização de herbicidas mimetizadores de auxinas, podendo trabalhar com a seletividade como aliada no controle de plantas daninhas no trigo. Entretanto, o professor afirma que é necessário cuidado quando a dose do produto a ser utilizada, uma vez que doses muito baixas apresentam baixa capacidade de controle principalmente em estádio mais avançado do desenvolvimento dessas plantas daninhas. Por outro lado, doses elevadas (próximas a dose máxima recomendada para a cultura) podem causar certa fitotoxidade no trigo, causando uma “travadinha, paradinha” no seu desenvolvimento, entretanto quando em condições favoráveis ao se desenvolvimento, o trigo consegue se recuperar.

Segundo Alfredo, uma das grandes dificuldades do controle do nabo em trigo é a quantidade de fluxos de emergência da planta daninha, dificultando o controle no período adequado, sendo assim, é fundamental o monitoramento da área de cultivo e dos fluxos de emergência das plantas daninhas.

Veja também: Manejo de plantas daninhas da cultura do Trigo

Confira o vídeo abaixo com as dicas do Professor Alfredo Albrecht.


Inscreva-se agora no canal dos Professores Alfredo & Leandro Albrecht, aqui.



Referências:

AGOSTINETTO, D. R. et al. PERÍODO CRÍTICO DE COMPETIÇÃO DE PLANTAS DANINHAS COM A CULTURA DO TRIGO. Planta Daninha, Viçosa-MG, v. 26, n. 2, p. 271-278, 2008.

Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (Site, Facebook, Instagram, Linkedin, Canal no Youtube) 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.