O mercado brasileiro de algodão estancou a tendência de queda na segunda metade de agosto, apesar de ainda acumular perdas nos últimos 30 dias. No CIF do polo industrial paulista, a pluma era cotada a R$ 2,43 por libra-peso no dia 21 de agosto, com alta de 0,5% em relação à véspera. Em relação a igual período do mês anterior, o recuo acumulado ainda era de 5,9%. E, frente a igual momento do ano passado, a queda era de 24,6%.

No FOB exportação de Santos, a pluma brasileira fechou a 61,62 centavos de dólar por libra-peso no dia 21. Este valor era 2,8% superior ao do contrato de dezembro/19 na Ice Futures. “Há uma semana, este spread era de 2,5% e, há um mês, de 12,4%”, relata o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

Depois de atingir a mínima em 57,26 centavos de dólar por libra-peso no dia 5 de agosto, as cotações na Ice Futures lateralizaram e vêm testando a resistência de 60 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo período o dólar saiu de R$ 3,96 para próximo de R$ 4,03. “Esses movimentos permitiram que os preços domésticos encostassem na paridade de exportação e interrompessem a tendência de baixa que havia iniciado em julho de 2018”, explica Bento.

A melhora da competitividade brasileira pode ser vislumbrada no Índice Cif Bremen divulgado no dia 21. O produto brasileiro foi indicado a 75,50 centavos de dólar por libra-peso colocado no porto alemão, contra 75,75 centavos de dólar por libra-peso dos Estados Unidos, 76,75 centavos de dólar por libra-peso dos países da África francesa e 76,75 centavos de dólar por libra-peso dos integrantes da ex-URSS.

Fonte: Agência SAFRAS


Texto originalmente publicado em:
Safras&mercado
Autor: Agência SAFRAS

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