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Mercado: Milho fechou o dia e a semana em baixa com vendas decepcionantes nos EUA

Por T&F Agroeconômica

ANÁLISE SEMANAL DA TENDÊNCIA DOS PREÇOS

FATORES DE ALTA

  • Preocupações com a segunda safra do Brasil, cujas projeções continuam incertas, com os dados das consultorias mostrando uma diferença muito grande nas previsões, porque a Safrinha ainda está muito longe. Pelo sim, pelo não, as indústrias domésticas estão garantindo seus estoques e elevando os preços internos, que subiram 2,22% no dia e 3,05% na semana/mês/ano, segundo o Cepea, enquanto Chicago recuou 1,23% e 2,22% no mesmo período;
  • O recuo do dólar ante o real, motivado pelas oscilações da economia americana, torna o produto mais atraente e possibilita o aumento das exportações;
  • Fortalecimento do petróleo impediram uma queda mais acentuada dos preços: o conflito no Oriente Médio, onde estão as maiores reservas de petróleo do Mundo, tem um peso considerável porque afeta os fretes e o caixa das empresas e dos países, conforme tenham que dispender mais ou menos numerário para adquiri-lo. Por outro lado, a alta do petróleo eleva os preços do etanol de milho, que nos EUA, é muito usado na mistura do combustível, aumentando a demanda deste cereal e os preços.

FATORES DE BAIXA

  • Vendas dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado. Além da fraca demanda pelo grão norte-americano, o desempenho também refletiu a oferta robusta dos EUA, que devem aumentar a produção em 38,6 MT, passando de 348,37 MT da última safra para 386,97 MT na próxima safra;
  • As condições favoráveis ao desenvolvimento da safra na Argentina: O plantio de milho atingiu 77,6% do total, o que representa um avanço interanual de 7,6 pontos percentuais. O estado do implante é definido como Normal/Excelente em 97,5% dos casos, 2 p.p. abaixo do que foi pesquisado na semana anterior. Por outro lado, a melhoria do regime cambial é estimada em cerca de 30%. Até 29 de dezembro, a taxa de câmbio para liquidar as exportações era de cerca de 849 pesos por dólar, enquanto, no esquema anterior, o último era de 660 pesos por dólar. Com isto, houve maior dinamismo comercial nas últimas semanas. A safra argentina deverá retornar a níveis pré-seca, com 55 MT, contra 35 MT da última safra, aumento de 20 MT;
  • Concorrência do Brasil, que continua exportando volumes significativos: O Brasil deve exportar 3,32 milhões de toneladas de milho neste mês, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Na semana entre 24 e 30 de dezembro de 2023 foram exportadas 1,370 milhão de toneladas de milho. No total do ano passado, foram embarcadas para o exterior 55,6 milhões de t de milho, contra 48,28 MT na temporada anterior.

MERCADO DO DIA 05/01

MILHO fechou o dia e a semana em baixa com vendas decepcionantes nos EUA

FECHAMENTOS DO DIA 05/01: A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,23 % ou $ -5,75 cents/bushel a $ 460,75. A cotação para maio24, fechou em baixa de -1,20 % ou $ -5,75 cents/bushel a $ 473,25.

CAUSAS DA BAIXA: O milho negociado em Chicago fechou em baixa no dia e na semana. Os dados semanais de vendas externas, divulgados pelo USDA nesta sexta-feira, além de menores do que da semana anterior, apontam para um ritmo de exportação menor em proporção ao aumento da safra americana na última temporada. Com isso, o mercado americano está com uma grande disponibilidade de grãos, o que tem contido qualquer tentativa de reversão de tendência do cereal.

Com isso o milho fechou a semana em baixa de -2,23% ou $-10,50 cents/bushel para o fechamento de março.

NOTÍCIAS IMPORTANTES

ANEC: BRASIL DEVE EXPORTAR EM JANEIRO 3,32 MILHÕES DE TONELADAS DE MILHO: O Brasil deve exportar 3,32 milhões de toneladas de milho neste mês, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Na semana entre 24 e 30 de dezembro de 2023 foram exportadas 1,370 milhão de toneladas de milho. No total do ano passado, foram embarcadas para o exterior 55,6 milhões de t de milho, contra 48,28 MT na temporada anterior.

FUNDOS APOSTAM NA QUEDA DAS COTAÇÕES DO MILHO NA CBOT: Os dados semanais da CFTC-Comissão de Negociação de Futuros das Mercadorias registram que os Fundos de Investimento fecharam posições compradas e adicionassem posições vendidas líquidas em 19,7 mil novos contratos, para 197.326 contratos em 1/2. Essa é a segunda (depois de 28/11) maior posição vendida líquida desde junho de 2020. Já os hedgers comerciais de milho foram novos compradores líquidos durante a semana que terminou em 1/2 e reduziram sua posição comprada líquida. Os 2.233 contratos líquidos comprados foram os mais fortes também desde junho de 2020.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL

B3: Com mercado físico se desenvolvendo pouco e colheitas no início, B3 apresenta novas altas

Pela quinta sessão consecutiva, e acumulando uma valorização de até 2,9% neste início de ano, os contratos de milho fecharam em campo positivo nesta sexta, dia 05. No plano de fundo das movimentações, traders foram impactados por várias notícias positivas e por um mercado físico absolutamente parado nas negociações, o que acabou por pressionar – em tom positivo – os contratos. Também nesta sexta, impactou a autorização de compra de 50 mil toneladas de milho pela Conab, em um leilão publico para o Programa de Venda em Balcão (ProVB).

A medida, que também autoriza R$ 105 milhões para equalização de preços, visa beneficiar criadores rurais de pequeno porte.

OS FECHAMENTOS DO DIA 05/01: Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento de janeiro/24 foi de R$ 72,71, alta de R$ 0,26 no dia, alta de R$ 1,59 na semana; março/24 fechou a R$ 77,35, alta de R$ 0,68 no dia, alta de R$ 2,29 na semana; o vencimento maio/24 fechou a R$ 75,52, baixa de R$ 0,32 no dia e alta de R$ 1,03 na semana;

Fonte: T&F Agroeconômica



 

Equipe Mais Soja
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