InícioDestaqueMercado: Soja encerrou a quinta-feira em alta

Mercado: Soja encerrou a quinta-feira em alta

FECHAMENTOS DO DIA

O contrato de soja para julho24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 1,04 %, ou $ 12,25 cents/bushel a $ 1189,50; A cotação de setembro24, fechou em alta de 0,99 % ou $ 11,50 cents/bushel a $ 1178,25. O contrato de farelo de soja para julho fechou em alta de 2,23 % ou $ 8,1 ton curta a $ 368,3 e o contrato de óleo de soja para julho fechou em alta de 0,16 % ou $ 0,07/libra-peso a $ 43,86.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. Um novo anúncio de venda avulsa de soja norte-americana contribuiu para os ganhos. Segundo o USDA, exportadores relataram venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega no ano comercial 2023/24.

Desde a última sexta-feira, foram anunciadas quatro vendas avulsas totalizando 434 mil toneladas, sendo 314 mil toneladas para a China. O USDA informou também que exportadores dos EUA venderam 377,1 mil toneladas de soja da safra 2023/24, o volume representa alta de 99% ante a semana anterior de 42% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Para o ano comercial 2024/25 foram vendidas 3 mil toneladas. A China comprou 109,1 mil toneladas do volume total, de 380,1 mil toneladas. Analistas esperavam vendas totais entre 225 mil e 700 mil toneladas.

Uma menor estimativa para a safra brasileira em 2023/24 também deu algum suporte aos preços. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu sua previsão de 147,68 milhões para 147,35 milhões de toneladas. O número é bem menor do que a previsão divulgada na quarta pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 153
milhões de toneladas.

RELATÓRIO DA CONAB: Números da Conab indicam quadros estáveis e preços de estáveis a menores

Os números apresentados pela CONAB para o complexo de soja no Brasil nesta temporada sinalizam preços de estáveis a levemente mais altos nesta temporada, sem grandes elevações. O ponto positivo é o aumento da demanda por óleo de soja no mercado interno, principalmente para o uso nos biocombustíveis, mas que, infelizmente, está sendo contrabalançada com o aumento brutal de 117,21% nos estoques de farelo de soja, que podem corroer os preços que as indústrias poderão oferecer para os produtores de soja no período.

Há que se fazer um grande esforço para desovar este farelo, especialmente no mercado internacional, já que o consumo interno não o absorve na mesma proporção que absorve o óleo de soja.

A título de curiosidade, o mesmo fenômeno ocorre nos EUA, mas lá a Associação das Indústrias lançou um concurso com grandes prêmios em dinheiro para pesquisadores que conseguissem encontrar novos usos domésticos para o farelo de soja. E foram encontrados 14 novos usos.

Com isto, os preços da soja no Brasil deverão continuar de estáveis a levemente mais baixos no segundo semestre, época em que a disputa das indústrias com os exportadores diminui.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Equipe Mais Soja
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