A semeadura da soja está um pouco atrasada em Mato Grosso na temporada 2020/21. Conforme Marcel Durigon, responsável pela soja no Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, é o clima mais seco dos últimos 10 anos no estado. “Há previsão de chuvas para o final de setembro e início de outubro, mas vamos ver se serão suficientes (para plantar)”, pondera.

Conforme o entrevistado, o volume esperado incialmente era de mais de 30 milímetros, mas agora deve ser de 15 milímetros. Neste contexto, só começou a plantar quem tem pivô. “E um ou outro produtor que produz algodão”, acrescenta. “Vale ressaltar que, para esta temporada, estão previstas até mais chuvas que em anos anteriores, mas depende de quando vão cair”, ressalta. Nesta sexta-feira, sai o primeiro relatório de plantio do Imea. Até agora, a área semeada ainda é muito pequena.

Para esta temporada 2020/21, a área deve somar 10,2 milhões de hectares, ante 9,99 milhões em 2019/20. “Há pastagens com possibilidade de conversão para a soja”, ressalta Durigon. O rendimento esperado ainda não foi prejudicado pelo tempo seco, sendo estimado em 57,45 sacas de 60 quilos por hectare, sendo o segundo maior da história. O recorde é da temporada 2019/20, com 59 sacas por hectare.

Segundo a última estimativa de SAFRAS & Mercado, a área em Mato Grosso deve somar 10,210 milhões de hectares, com rendimento médio de 3.480 quilos por hectare. Na temporada passada, foram plantados 9.930 milhões de hectares, com 3.570 quilos por hectare de média.

Em relação aos insumos, a situação é tranquila no estado, pois muitos produtores já adquiriram no meio do ano passado. Também não há problemas com a chegada dos insumos.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Rodrigo Ramos - Agência SAFRAS

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