Uma variedade de pragas e doenças podem incidir sobre a cultura da soja, causando redução da produtividade e qualidade final da produção. Sendo assim, o controle dessas pragas e doenças torna-se indispensável para a redução da interferência desses agentes na produção agrícola, sendo o controle químico o método mais empregado.

Além do monitoramento, escolha do produto adequado e definição do melhor momento para aplicação de defensivos agrícolas, a tecnologia de aplicação desempenha papel fundamental no controle das pragas ou doenças, tendo como principal objetivo atingir o alvo com eficiência e eficácia.



Dentre os elementos englobados na tecnologia de aplicação, podemos destacar as pontas de pulverização. Em virtude da disponibilidade de vários modelos, escolher a ponta adequada para dada pulverização pode não ser uma tarefa fácil, entretanto, deve ser realizada com a maior perícia possível, a fim de maximizar a eficiência de aplicação.

Em vídeo, o Prof. da Universidade Federal de Santa Maria, Dr. Adriano Arrué, aborda alguns critérios pertinentes para a escolha da ponta de pulverização. Adriano explica que a ponta de pulverização desempenha função fundamental na pulverização, sendo responsável pela definição do espectro de gotas e volume de calda.

Dentre os critérios pertinentes para a escolha da ponta de pulverização, Arrué destaca que a soja em seu ciclo, tende a aumentar seu índice de área foliar, e com isso alterar a dinâmica de distribuição de gotas no dossel da cultura, sendo esse um critério a ser levado em consideração. Segundo Adriano, a medida em que a soja cresce, aumenta a dificuldade em atingir o alvo (principalmente parte baixeira da soja), sendo assim, é necessário o uso de gotas mais finas, contudo, “respeitando os limites, respeitando as características do produto” a ser aplicado.

Outro fator relacionado a ponta de pulverização é o volume de calda, sendo esse definido basicamente pela ponta de pulverização utilizada. Para a definição do volume de calda é necessário conhecer características como o índice de área foliar da cultura, o alvo e o produto a ser aplicado.

Veja também: Tecnologia de aplicação para defensivos agrícolas

Embora gotas mais finas apresentem maior capacidade em atingir o alvo, cabe destacar que essas, estão mais propensas a deriva quando comparadas a gotas mais grossas. Avaliando a “Influência de pontas de pulverização e adjuvantes na deriva em caldas com glyphosate”, Gandolfo et al. (2013) observaram que o uso de adjuvantes pode reduzir a deriva em aplicações com o glyphosate, sendo o uso de adjuvantes uma interessante alternativa para minimizar os riscos de deriva.

Entretanto, cabe destacar que é fundamental analisar as características do produto, bem como sua compatibilidade adjuvantes, óleos ou demais produtos a serem utilizados na pulverização. Assim como a compatibilidade entre produtos, o volume de calda e espectro de gotas, é imprescindível atentar para as condições de tempo, tais como temperatura, velocidade do vendo e umidade relativa do ar.

Confira abaixo do Prof. Dr. Adriano Arrué.

 

Referências:

GANDOLFO, M. A. et al. INFLUÊNCIA DE PONTAS DE PULVERIZAÇÃO E ADJUVANTES NA DERIVA EM CALDAS COM GLYPHOSATE. Rev. Ciênc. Agron., v. 44, n. 3, p. 474-480, jul-set, 2013. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/rca/v44n3/a08v44n3.pdf >, acesso em: 12/01/2021.

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