Não queremos “chover no molhado”, e nem na ferrugem. E isso explica tudo: o atraso nas chuvas e consequente atraso na semeadura da soja em muitas regiões prolongou o período de vazio sanitário, favorecendo assim a diminuição do inoculo da doença antes da safra. A estiagem foi abrangente, incluindo grande parte do Centro Oeste e Sul do país, além de países vizinhos, cujas lavouras poderiam ser uma das fontes de inoculo.

E quando as chuvas começaram, vieram em volume e frequência de normal a fraco. Ou seja, não houve a combinação de extenso período de molhamento foliar e suficiente quantidade de inoculo (esporos da ferrugem) na fase mais crítica (fechamento das ruas e florescimento) que provocasse uma forte pressão da doença.

E, é claro, o produtor não descuidou, já que a recomendação é realizar aplicações preventivas, devido ao potencial de dano da doença. Vale a pena ressaltar que o monitoramento das lavouras é muito importante, até mesmo para saber quem chegou primeiro nas folhas de soja: o fungicida ou a doença.

É importante termos em mente que a menor severidade da doença nesta safra (até agora!) deve-se principalmente a fatores climáticos, que são diferentes em cada ano. Esta safra, portanto, comprovou a importância do vazio sanitário no controle da ferrugem.  Mas como a semeadura atrasou, ainda temos (nós e a ferrugem) alguns dias pela frente. Portanto, devemos continuar alertas.

Autores: 

  1. Alexandre Dinnys Roese – Analista da Embrapa Agropecuária Oeste;
  2. Carlos Ricardo Fietz – Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste;
  3. Rodrigo Arroyo Garcia – Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste.

Fonte: Assessoria de imprensa Embrapa Agropecuária Oeste

Texto originalmente publicado em:
Embrapa Agropecuária Oeste
Autor: Embrapa Agropecuária Oeste

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