Através da matocompetição, plantas daninhas podem reduzir a produtividade de culturas agrícolas, prejudicando seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, grande parte das plantas daninhas podem servir como hospedeiras de insetos e patógenos nos períodos entressafras, sendo fonte de pragas e doenças para as safras posteriores.

Sendo assim, o manejo e controle eficiente de plantas daninhas é essencial para evitar a redução da produtividade, a maior incidência de pragas e doenças e reduzir os custos de controle. Entretanto, um manejo e controle eficiente de plantas daninhas não é uma tarefa fácil.

Apesar de tecnologias como a RR (Roundup Ready), possibilitarem o uso de ferramentas como o glifosato no controle de plantas daninhas em culturas com essa tecnologia, o uso continuo deste e de outros herbicidas aumentou a pressão de seleção de biótipos resistentes, alterando a dinâmica de controle de plantas daninhas em virtude do surgimento de plantas daninhas resistentes a herbicidas.

Contudo, embora plantas daninhas resistentes a herbicidas sejam preocupantes em lavouras brasileiras, Leandro Albrecht, Professor da UFPR e supervisor do Grupo Supra Pesquisa, enfatiza que há alternativas para o manejo d as plantas daninhas. Contudo, o manejo deve ser realizado de forma “proativa”, pensando na lavoura como um sistema e não cultivos isolados.



Dentre as alternativas, deve-se atentar para o manejo entressafra das culturas agrícolas, priorizando o controle de plantas daninhas persistentes nas áreas de cultivo. Uma boa cobertura do solo também é essencial para reduzir a germinação de plantas daninhas fotoblásticas positivas, as quais necessitam de luz para dar início ao processo germinativo. Uma delas é a buva (Conyza spp), a qual pode causar redução da produtividade da soja de até 14% em densidades populacionais de uma planta.m2.

Veja também: Perdas por matocompetição em soja: o caso da buva e do amargoso

Leandro chama atenção para o cultivo de milho consorciado com braquiária, uma interessante alternativa para prover cobertura do solo e controle cultural de plantas daninhas.

Após a colheita do milho, a braquiária permanece no sistema servindo como cobertura do solo e/ou fonte de forragem para pastejo.

Figura 1. Milho consorciado com braquiária.

Foto: Gessí Ceccon

Tendo em vista a complexibilidade do problema causado pela competição entre plantas daninhas e cultivadas, o manejo de plantas daninhas deve ser visto de forma integrada (Manejo Integrado de Plantas daninhas), utilizando de estratégias culturais, genéticas, mecânicas e químicas quando necessário, para executar um controle eficiente de plantas daninhas.

Novas tecnologias como a Enlist® e Xtend® são importantes ferramentas para serem integradas no manejo de plantas daninhas, entretanto, é necessário planejamento e cautela para não aumentar os casos de resistência de plantas daninhas em decorrência do aumento da pressão de seleção mesmo com a adoção de novas tecnologias.

Além disso, a boa e velha rotação de culturas não deve ser esquecida, pois ela possibilita a rotação de mecanismos de ação, tanto de herbicidas, quando de inseticidas e fungicidas, possibilitando o manejo integrado de plantas daninhas, pragas e doenças.

“Agir de forma proativa e não baixar a guarda”

Confira o vídeo abaixo com as dicas do Professor Leandro Albrecht.


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