O recém-divulgado estudo BIP – Business Inteligence Panel, da consultoria Spark Inteligência Estratégica, mostra que o segmento de fungicidas protetores ou multissítios para soja segue crescendo no País. Utilizados principalmente no manejo de resistência do fungo causador da ferrugem asiática, os insumos movimentaram cerca de US$ 430 milhões na safra 2018-19, quase 30% acima do ciclo anterior, e tiveram ampliada a participação, de 14% para 17%, no mercado total de fungicidas (US$ 2,5 bilhões).

Segundo a Spark, empresa líder no desenvolvimento de estudos para empresas do agronegócio, as vendas de fungicidas protetores para soja mais que dobraram desde a safra 2016-17, quando eram da ordem de US$ 218 milhões. Na média das últimas três safras, destaca a Spark, a taxa de crescimento anual composta da demanda desses produtos foi superior a 40%. Conforme a empresa, nos dias de hoje os protetores chegam a 54% da área cultivada com a oleaginosa.

“A expectativa é a de o segmento permanecer com tendência de alta, frente às dificuldades do produtor para controlar a ferrugem asiática. O aumento da resistência do fungo causador da doença requer a continuidade da realização eficiente do chamado manejo de resistência, que pressupõe aplicações preventivas e a rotação entre fungicidas com diferentes modos de ação durante a safra”, resume Alberto Oliveira, coordenador de projetos da Spark.

Levantamentos anteriores respaldam a avaliação do executivo. No período 2014-15, a Spark apurou que a adoção média de fungicidas protetores era de 6% da área plantada. Já no ciclo 2016-17, o mesmo índice chegou a 38%. Nas duas últimas safras, a aplicação de protetores disparou e a utilização dos produtos atingiu 54% da área total de 34,3 milhões de hectares cultivada com soja no Brasil no ciclo 2018-19, uma alta de 10% ante o período anterior.



Por região produtora, o maior índice de adoção de fungicidas protetores na safra passada foi de 67% e teve registro nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que juntos responderam por 29% da movimentação do mercado. Os protetores, segundo informa a Spark, foram aplicados numa área equivalente a 6,5 milhões de hectares de soja do sul do País – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Já na avaliação por estado, a Spark detectou crescimento de 15% na adoção de fungicidas protetores no Mato Grosso, principal produtor da oleaginosa, com área cultivada de 9,6 milhões de hectares. De acordo com a consultoria, a pressão da ferrugem asiática e a incidência de outras doenças secundárias da soja elevaram a aplicação desses produtos para 53% da área cultivada no estado na safra 2018-19, contra 46% do período anterior.

O estudo da Spark demonstrou que a adoção dos fungicidas protetores se manteve relevante ainda, a exemplo de anos anteriores, nos estados de Goiás (47%), Mato Grosso do Sul (58%), Tocantins (62%), Maranhão (54%), Piauí (50%), Minas Gerais (44%) e São Paulo (45%).

Para o sócio-diretor da Spark, André Dias, projeções oficiais que apontam para um crescimento potencial de 2% na área cultivada com soja na safra 2019-20, recém-iniciada, reforçam expectativas de que haverá continuidade no crescimento da participação dos produtos multissítios no mercado nacional de fungicidas.

De acordo com Dias, em pouco mais de cinco anos de atividades no mercado de inteligência estratégica, a Spark já realizou mais de 160 estudos especiais e 300 cotas de estudos painel atrelados ao agronegócio. Nesse período, destaca ele, profissionais da empresa aplicaram mais de 130 mil entrevistas e percorreram em torno de 4,5 milhões de quilômetros no território nacional.

Fonte: Assessoria de imprensa Spark

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