Em vídeo divulgado no canal do Youtube da Rede Técnica Cooperativa – RTC, a pesquisadora da CCGL Caroline Wesp comentou sobre uma das principais dúvidas do produtor de soja nesse momento, que é como vai ser a epidemia de ferrugem na soja daqui em diante.

A pesquisadora ressaltou que temos neste ano uma safra atípica em função do período de estiagem no início, fazendo com que a ferrugem não evoluísse no campo, porém, em janeiro as chuvas retornaram, fazendo com que as condições para que a doença ocorra no campo retornassem a serem favoráveis.

Com isso, Caroline destacou que para que a doença ocorra é preciso que tenhamos um ambiente favorável, umidade e temperatura adequada, plantas suscetíveis e disponibilidade de inóculo. Sendo que a presença no campo já se tem, de acordo com os coletores que mostram a presença do patógeno, com a retomada das chuvas também temos as condições ambientais favoráveis, além do aumento da quantidade de esporos presentes, favorecendo as condições para a ocorrência de ferrugem.

Segundo a pesquisadora, no início do mês de fevereiro tínhamos 9 casos de ferrugem registrados no estado do Rio Grande do Sul de acordo com os dados do Consórcio Antiferrugem, sendo que desses, apenas um foi registrado no mês de dezembro e todos os demais foram registrados nas últimas semanas.

Ou seja, com a volta das chuvas, as condições para as doenças retornam no campo, e cabe a nós não descuidarmos no manejo, atentando para as últimas aplicações.

No campo, aquelas lavouras onde se atrasou o início das aplicações e utilizou-se intervalos muito longos entre cada aplicação poderão ter maiores problemas com a doença daqui em diante.

Com isso, a pesquisadora alerta que não devemos nos descuidar, pois se as chuvas se manterem temos sim condições favoráveis para que ocorra a infecção, provavelmente vindo a se intensificar no mês de março com uma pressão epidêmica maior.

Confira o vídeo abaixo:



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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