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Profundidade e velocidade de semeadura no milho

A instalação de uma lavoura requer um planejamento adequado, pois é uma etapa que determina o início de um ciclo produtivo. Sabe-se que o sucesso de uma lavoura está diretamente ligado ao plantio. Pensando nisso, existe uma série de recomendações técnicas que devem ser levadas em consideração para uma instalação da lavoura adequada.

A qualidade da semeadura é função, entre outros fatores, do tipo de máquina semeadora, especialmente o tipo de dosador de semente, do limitador de profundidade e do compactador de sulco. Esses mecanismos devem garantir uma boa uniformidade de distribuição e profundidade das sementes ao longo da linha de semeadura, bem como uma boa cobertura e contato do solo com as mesmas.



Semeaduras em profundidades maiores dificultam a emergência, principalmente em solos arenosos, sujeitos a assoreamento, ou onde ocorre compactação superficial do solo. A velocidade de deslocamento da semeadora influi na uniformidade de distribuição e nos danos provocados às sementes, especialmente nos dosadores mecânicos (não pneumáticos). A velocidade de deslocamento indicada é de 4 km/h e 6 km/h, dependendo da uniformidade da superfície do solo.

A velocidade de deslocamento do conjunto trator-semeadora, associado à profundidade de deposição das sementes influenciam de forma direta o estabelecimento de um bom estande de plantas em campo.

Em trabalho apresentado e publicado nos anais do XLVI Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola, sessão de Engenharia de Água e Solo (EAS), realizado em Maceió – AL, Brasil, no ano de 2017, os autores Danilo Tedesco de Oliveira, Leonardo Bernache, Rafael de Graaf Corrêa, Edson Massao Tanaka e Edson Felipe Kolachinski avaliaram a velocidade de semeadura e sua influência na profundidade de sementes de milho em sistema de plantio direto.

Nesse trabalho, os autores concluíram que a velocidade de 1,38 m s-1, ou seja, 4,9 km/h proporcionou a melhor profundidade de deposição de sementes, fator preponderante no desenvolvimento da cultura do milho. Além disso, a maior uniformidade de distribuição de sementes na profundidade foi obtida sob a velocidade de 1,38 m s-1, enquanto que as velocidades de 1,66 e 1,94 m s-1 (5,9 e 6,9 km/h, respectivamente) não apresentaram diferença significativa.

Os resultados obtidos pelos autores podem ser visualizados nas figuras abaixo:

Figura 1. Cartas de controle profundidade de semeadura para 3 velocidades de semeadura. Carta de valores individuais e Carta de amplitude móvel. LSC: limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. X̅: média.

Tabela 1. Valores de velocidade semeadura, profundidade de semeadura, desvio padrão e coeficiente de variação obtidos após o à análise de variância e o teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Acesse o trabalho completo nos anais do XLVI Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola – CONBEA 2017 Maceió – AL, Brasil.

Em trabalho realizado por GARCIA et al, (2006), foi constatado um aumento na percentagem de espaçamentos falhos e múltiplos e queda de espaçamentos aceitáveis ao se elevar a velocidade de deslocamento da semeadora-adubadora. A produtividade só foi afetada quando a população de plantas com espigas foi reduzida pelo incremento de velocidade.

Na figura abaixo pode-se observar os resultados dos autores da pesquisa.

Figura 2. Produtividade da cultura do milho em diferentes velocidades com semeadora-adubadora pneumática SLC 911, na Fazenda Tertak (Ponta Grossa – PR).

Acesse o trabalho completo clicando aqui.

No trabalho realizado por SOUZA et al. (2013), ao avaliar a relação entre a emergência de plantas e a distribuição longitudinal de plântulas de milho em função da profundidade de semeadura, foi constatado que o aumento da profundidade de 5 para 9 cm na operação de semeadura influenciou negativamente com a redução de estande e eficiência de semeadura. Na profundidade de 5 centímetros foi obtido o maior estande e melhor eficiência de semeadura.

Confira os resultados doas autores abaixo.

Tabela 2. Valores médios de número de dias para emergência (NDE), estande de plantas, índice de velocidade de emergência (IVE), eficiência de semeadura (IE) e variância para espaçamento normal (N), falho (F) e duplo (D).

Para acessar o trabalho completo clique aqui. 

Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja



Foto de capa: Ronaldo Giongo

 

 

Equipe Mais Soja
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