Os estudos da viabilidade polínica tem como proposito estudar estimativa do potencial de reprodução masculina da espécies, sendo de grande relevância para caracterização de recursos genéticos e visando melhoramento genético de planta.

Autores: Débora Cristina Leal¹; Rafael Stievent¹; Luiz Fernando Gibbert¹; Bruna Francielly Gama¹; Itamar de Souza Sauer1; Sheila Caione2; Isane Vera Karsburg2

Introdução

O milho (Zea mays L) pertence à ordem Gramineae e a família Poaceae, é uma espécie pertencente ao grupo monoica, se caracterizando por apresentar órgãos masculinos agrupados na panícula, localizado no topo do colmo e os femininos em espigas axilares. Sua inflorescência são compostas de 3 estames e o tempo de produção de pólen é por cerca de 8 dias, onde sua panícula chegar a produzir aproximadamente 50 milhões de grãos de pólen, este cereal é classificado no grupo C4, por apresentar adaptabilidade e a rusticidade natural (BARROS et al. 2014). Os grãos de pólen do milho apresentam características trinucleados, onde seu possui uma membrana muito fina em torno do grão onde terá reflexos na baixa proteção levando a perda de viabilidade por desidratação em um curto período de tempo (FEHR e HADLEY 1980). Desta forma os estudos da viabilidade polínica, tem como proposito estudar estimativa do potencial de reprodução masculina da espécies, sendo de grande relevância para caracterização de recursos genéticos e visando melhoramento genético de planta. Atualmente possui diferentes métodos que são empregado nos estudo da viabilidade polínica, dentre eles os métodos colorímetros, que possuem como pontos positivos a rapidez e o baixo custo. (FRESCURA et al., 2012)

 

Material e Métodos

Os pendões foram coletados nos municípios de Novo Mundo – MT que estão situadas no extremo norte do Estado de Mato e a cerca de 813 km da capital, Cuiabá – MT, fazendo parte do ecossistema Amazônico. O trabalho foi realizado no Laboratório de Citogenética e Cultura de Tecidos Vegetais da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Alta Floresta – MT. Para a realização deste trabalho foi utilizado o cultivar 30A37 com 5 repetições, sendo coletados 20 pendoes por repetição. A viabilidade polínica foi estimada através da utilização de cinco corantes: Orceína acética 2%, Reativo de Alexander, Reativo de Lizague, Verde malaquita e Lugol. Os pendões coletados e os botões foram imediatamente armazenados em etanol: ácido acético (3:1) e ficaram em local refrigerado até o momento do preparo das lâminas. Para as montagem da lâmina os botões foram lavados e posterior feito a técnica de esmagamento das anteras para facilitar a liberação dos grãos de pólen. Os grãos de pólen foram considerados viáveis quando apresentaram coloração do protoplasma. As lâminas foram analisadas em objetiva de 40 x em microscópio (Leica ICC 50). Após a análise das lâminas, calculou-se a percentagem de pólens viáveis, e submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade através do programa R, (R CORE TEAM, 2016).

Resultados e Discussão

Dos corantes utilizados e analisados mostrou que com o uso do corante orceína apresentou maior percentual de viáveis em comparação a porcentagem da viabilidade polínica dos demais corantes como visto na (Tabela 1).

Tabela 1. Média percentual da viabilidade polínica de Zea mays L., com uso dos corantes, Orceína acética 2%, Reativo de Alexander, Reativo de lizague e Verde Malaquita e Lugol, Alta Floresta – MT.

Mas o reativo de Alexander diferencia melhor assim como o Liza, porque eles coram de diferentes parte interna do pólen o protoplasma e a parte externa exine. Desta forma que os corantes mais indicado são os que coram de forma diferenciada a parte interna e externa dos pólen por nós dar a certeza de que apresenta ambas estruturas. Já os demais corantes podem corar de forma mais intensa por conta da reação química, superestimando os valores. Portanto é o que deve ter acontecido com este material. Mas por meio de todos corantes foi possível verificar que o material analisado tem potencialidade alta de viabilidade estando acima de 85% (SOUZA et al., 2002) Como observado o corante Orceína acética 2% apresentou 98,35% de viabilidade se destacando dos demais. Segundo HISTER & TESDECO (2016) notou-se que os pólen corados com orceína acética 2% pronuncia uma alta viabilidade, superior a 98,1% na Psidium cattleianum Sabine, assim ressaltando que a orceína é eficiente e seu resultado é semelhante a desse trabalho.

Neste trabalho observou-se que não houve diferença significativa entre as os corantes utilizados, segundo NASCIMENTO et al. (2014) comparando corantes como Reativo de Alexander, Verde Malaquita para Delonix regia notou-se que não houve diferença significativa entre os dois corantes, isso explica sua eficiência, o que não foi visto neste trabalho. Conforme KUNH (2015) o corante Reativo de Alexander apresenta grande eficiência por ser um corante que difere facilmente quanto aos polens viáveis e inviáveis de fácil identificação ao microscópico optico. Desta forma a viabilidade polínica atende um papel primordial para a disseminação da espécie, portanto quanto maior for sua percentagem da viabilidade acarretara em uma melhor para reprodução da espécie, segundo SOUZA et al.(2002) cita que a viabilidade polínica é considerada alta acima de 70%, deduzindo assim a viabilidade dos polens de milho é alta, no qual confere as exigências de espécies comerciais.

Conclusão

De acordo com os dados obtidos de viabilidade dos grãos de polens do Zea mays L, pode-se concluir o milho tem seu destaque por possui uma alta viabilidade polínica, com corante Orceína acética 2% se destacando dos demais por apresentar 98,35%, porém os demais também apresentam eficiência.

Referências

BARROS, J. FC; CALADO, J. G. A cultura do milho. 2014. https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/10804/1/Sebenta-milho.pdf.

FERREIRA, E.B.; CAVALCANTI, P.P.; NOGUEIRA, D.A. ExpDes: Experimental Designs package. R package version 1.1.2. 2013. www.scielo.br/scielo.php script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1413…lng.

Fehr, W. R. and Hadley, H. H., “Hybridization of Crop Plants” (1980). Agronomy Books. 3.https://lib.dr.iastate.edu/agron_books/3

FRESCURA, V. D. et al. Pollen viability of Polygala paniculata L. (Polygalaceae) using different staining methods. Biocell, v. 36, n. 3, p. 143-145, 2012.

HISTER, C. A. L.; TEDESCO, S. B. Estimativa da viabilidade polínica de araçazeiro (Psidium cattleianum Sabine) através de distintos métodos de coloração. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 18, n. 1, p. 135-141, 2016.

NASCIMENTO, L. S.; BENEVENUTI, A. S.; LEITE, D. M.; SILVA, D. D.; MOURA, A. E.; MIRANDA. D.; MELO. V.; DAHMER, N.; KARSBURG, I. V. Estimativa de viabilidade polínica e índice meiótico de Delonix regia, Alta Floresta MT, 2014. www.conhecer.org.br/Agrarian%20Academy/2017a/viabilidade.pdf. .DOI: 10.18677/

R CORE TEAM. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria.https://www.R project.org/. 2016.STANLEY, R. G.; LINSKENS, H. F. Pollen – biology, biochemistry and management. New York: Springer-Verlag, 1974. 172p.

SOUZA, M. M de; PEREIRA, TELMA NAIR SANTANA; MARTINS, ERNANE RONIE. Microsporogênese e microgametogênese associadas ao tamanho do botão floral e da antera e viabilidade polínica em maracujazeiro-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Degener). Ciência e Agrotecnologia, v. 26, n. 6, p. 1209-1217, 2002.

Informações dos autores

¹ Acadêmico do Curso de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Alta Floresta/MT.

Professoras da faculdade de ciências Biológicas e Agrárias (UNEMAT), Alta Floresta/MT.

Disponível em: Anais do II Congresso Online para Aumento de Produtividade do Milho e Soja (COMSOJA), Santa Maria, 2019.

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